O Estado do Espírito Santo possui condições climáticas e de solo aptas para desenvolver várias atividades agropecuárias. Nas diferentes regiões capixabas observamos os investimentos em diferentes cultivos de alimentos e também em criação de animais. Em cada empreendimento verificam-se níveis de lucratividade levando em consideração os sistemas de produção adotados. Com o objetivo de analisar a competitividade econômica de alguns dos principais produtos agropecuário do Estado, o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) coordenou um estudo que avaliou atividades como cafeicultura de conilon e de árabica, pecuária de corte e de leite, seringueira e eucalipto.
O levantamento determinou o custo de produção das atividades tradicionais em diferentes níveis de produtividade para propiciar a análise comparativa da lucratividade considerando preços atuais e históricos. “Um dos objetivos é de contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas e privadas e na tomada de decisão de investimentos em toda cadeia produtiva ligada ao agronegócio”, diz o engenheiro agrônomo Geraldo Fereguetti, um dos autores do estudo.
A metodologia adotada considerou:
Custos fixos (Depreciação + remuneração do capital fixo), Custos variáveis ( Insumos + serviços + remuneração do capital de giro), Custos de oportunidade ( remuneração do capital investido : fixo + giro), Custo Total ( CF + CV ) e Custo Operacional (CT – Remuneração do capital investido).
As atividades foram avaliadas considerando dois níveis de produtividade, com baixa e média tecnologia, tomando por base a média estadual, e com o emprego de alta tecnologia e índices mais elevados de produtividade. A rentabilidade foi avaliada em dois cenários: com os preços analisados no início de 2014 e com a média histórica dos últimos dez anos. (veja quadro ao lado)
De acordo com Fereguetti, o resultado do estudo mostrou a receita liquida relacionada com os tipos de custos de cada atividade. “Nas análises que podem ser feita no estudo observamos que a cultura do café conilon nos dois níveis de produtividade (32 sc/ha/ano–produtividade média) e (45 produtividade alta sem irrigação) e seringueira na maior produtividade (1600kgde seringueira na maior produtividade), analisando os preços médios, possuem rentabilidade superior”, diz.
Outro ponto relacionado a cafeicultura foi a rentabilidade do café arábica, que gera retorno apenas com nível relativamente alto de produtividade de 40 sacas por hectare. “Convém ressaltar que poucos cafeicultores atualmente alcançam esse nível de produtividade. O potencial produtivo e de qualidade do café arábica é pouco explorado no ES”, destaca Fereguetti.
O estudo ainda mostra que o eucalipto foi bem superior, em termos de rentabilidade líquida, a atividade de pecuária de corte e de leite, em todos os níveis de produtividades estudados. “Na menor produtividade considerada (30m³/ha/ano), o eucalipto superou economicamente em média quatro vezes a pecuária de corte, em relação aos custos totais. “As áreas de pastagens degradadas são o grande potencial de expansão das áreas de florestas plantadas no ES”, diz o agrônomo.

Matéria publicada na Revista Campo Vivo – edição 25 – Mar/Abr/Maio 2015
Redação Campo Vivo

