Produtores de Pinheiros apostam em grãos para diversificação agrícola e driblar falta de mão de obra

por Portal Campo Vivo

Pinheiros foi o município escolhido para sediar as oficinas de grãos e mamão do Pedeag 4

Pinheiros sediou as oficinas de grãos e de mamão do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4), do Governo do Estado, na quarta-feira (2/8). O município, que está entre os maiores produtores da fruta no Espírito Santo, vem se destacando na produção de grãos. Os produtores estão animados com os investimentos para diversificação agrícola que tem elevado o faturamento nas propriedades, fortalecendo o mercado capixaba de grãos, uma atividade considerada nova.

Michel Tesch, Franco Fiorot, Enio Bergoli e Isaac Covre em visita ao plantio de trigo da família Covre | Foto: Asscom Seag

O secretário de Estado da Agricultura (Seag), Enio Bergoli, e o subsecretário Michel Tesch, o diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot, após a oficina, visitaram a propriedade da família Covre, produtora de trigo e milho e, em breve, de soja. Um dos sócio-proprietário, Isaac Covre, conta que ele e os dois irmãos ingressaram nessas culturas no ano passado para driblar a falta de mão de obra e gerar nova fonte de renda. A primeira colheita de milho rendeu uma safra de 700 toneladas, toda negociada em território capixaba.

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Isaac Covre em seu seu plantio de milho

“Plantamos 480 hectares de milho, destes vendemos 140 para silagem e o restante em grãos. Alcançamos preços que variaram, na saca de 60 quilos, entre R$ 78 e 90 reais, nos permitindo um ótimo rendimento. Agora estamos na segunda colheita e, recentemente, fizemos o nosso primeiro plantio de trigo em uma área de 90 hectares que colheremos em 60 dias. O trigo é uma cultura muito nova para nós, mas tem se adaptado bem ao clima nesse período de Inverno. A nossa expectativa é colher 300 toneladas”, comentou o produtor.

A produção de milho é bem distribuída de norte a sul do estado, com 71 municípios produzindo o grão. O prognóstico para 2023, conforme dados da Seag, é o crescimento de 24,1% em relação a 2022, quando o estado produziu 52.540 toneladas, 26% a mais que em 2021. Este ano, a expectativa é que chegue a 65.218 toneladas na produção, com área colhida de 17.905 hectares e uma produtividade média de 3,6 toneladas por hectare.

O município de Santa Maria de Jetibá foi responsável por 18,2% da produção estadual de milho em 2021, seguido por Mucurici (14,9%), Guaçuí (9,4%), Pinheiros (6,7%) e Dores do Rio Preto (3,1%). Outros 66 municípios produziram em menor escala. O valor bruto da produção de milho foi de R$ 63,2 milhões. Ao todo, o ES possui 14.698 estabelecimentos rurais com produção de milho em grão no estado, sendo (13,6 % do total), dos quais 81% são de agricultura familiar.

Plantio de soja

Em 2022, conforme dados da Seag, as estimativas apontam para uma produção de 200 toneladas de soja no Espírito Santo, numa área colhida de 80 hectares, com produtividade média de 2,5 toneladas por hectare.

Em agosto, a família Covre plantará 500 hectares de soja, em Pinheiros. Segundo o Incaper, o Estado avançou de 50 sacas por hectare para 75, após entendimento por parte do produtor de que existem variedades e épocas para plantio mais adequados.

Os plantios de grãos dos irmãos Covre têm chamado a atenção de produtores da região, recebendo na propriedade visitas de interessados em conhecer o processo dessas novas culturas.

“Na região nós temos quatro produtores trabalhando com grãos. Em dois anos penso que esse número vai se expandir, pois muita gente vai migrar para esse segmento, principalmente devido à dificuldade de mão de obra que está escassa e essas culturas são bem melhores, dá menos trabalho e praticamente todo o processo é mecanizado. O que tivemos que fazer até agora foi plantar, irrigar e pulverizar para prevenção. Não tivemos registros de pragas”, falou.

Isaac conta, ainda, que o negócio tem dado tão certo que já começaram a investir na compra dos maquinários. “Ingressamos nos grãos para driblar a falta de mão de obra já que 95% do serviço é feito com maquinários. Para a colheita do café, pimenta do reino e do mamão, por exemplo, registramos perdas na produção em decorrência da dificuldade em assinar a carteira do trabalhador, devido a suspensão dos benefícios sociais. No início alugávamos todas as máquinas para colher os grãos, como a produção foi boa e rentável, quando vimos que o negócio ia engrenar mesmo, começamos a investir na compra de maquinários”, concluiu o produtor.

Redação Campo Vivo / Valda Ravani

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