Apreciado pela maioria e presença garantida em 98,2% dos lares brasileiros, o café representa para o Brasil, em especial para o Espírito Santo, uma fonte de trabalho e renda, além de oferecer saúde e sabor aos apreciadores. Em números, o Estado é responsável por 20% da produção mundial e por 78% da produção nacional do café Conilon, com 9,9 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Não é de agora que o café capixaba se destaca quanto à sua qualidade, e os investimentos nessa área têm sido prioridade do setor, como no “Programa de Estímulo à Produção de Comercialização de Cafés Especiais do Espírito Santo”, que certifica propriedades cafeicultoras, com investimentos de R$ 260 milhões disponibilizados pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).
“O intuito é melhorar a cafeicultura desde a sua produção até chegar à mesa do consumidor”, acrescenta o presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (Sincafé) e vice presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Egídio Malanquini. Segundo o presidente, os produtores e industriais que investem em cafés de qualidade podem agregar valor ao produto, além de concorrer a prêmios que oferecem estímulos a produção.
Outra amostra da representatividade do café local, é que o Espírito Santo irá receber no final deste ano, o Let's Talk Coffee, realizado anualmente, o evento é considerado um ponto de encontro de torrefadores e produtores de diversos países, organizado pela Sustainable Harvest, exportadora de café verde dos Estados Unidos.
Economia
Apesar da crise no Brasil, o primeiro quadrimestre deste ano foi de avanço no volume e faturamento das exportações de café. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a receita alcançada com a venda do grão no exterior chegou a US$ 2,2 bilhões entre janeiro e abril. O valor é 23,5% superior ao registrado no mesmo período de 2014.
“A crise aliada à falta de chuva chegou a prejudicar o setor, mas a cafeicultura capixaba tem superado esta dificuldade implementando novas tecnologias na produção. Além disso, existem projetos de preservação de nascentes, reflorestamento, além de técnicas que permitem abastecer os lençóis freáticos com água da chuva, tudo para que a cafeicultura seja menos afetada pela crise”, acrescenta Malanquini.
Com o resultado, o café é o quinto produto agrícola mais exportado pelo Brasil, perdendo apenas para a soja, as carnes, os produtos florestais e o complexo sucroalcooleiro que tiveram resultado superior.
Tamiris Intra

