Partelli alerta para queda no preço da pimenta-do-reino

por admin_ideale

Pipericultores devem estar felizes com o preço da pimenta-do-reino praticado pelo mercado atualmente, cerca de R$ 27 o quilo. Mas o professor Fábio Luiz Partelli, coordenador do Curso de Pós-Graduação em Agricultura Tropical do Centro Universitário Norte do Espírito Santo, alerta que essa alegria toda pode diminuir com a iminente queda de preço prevista para este ano.

Ele justifica que já houve neste ano uma leve queda nos preços no mercado internacional, que, comparado ao final do ano passado, não afetaram de forma significativa os preços no Brasil em função da alta do dólar frente ao real. “Por exemplo, no final de 2014, o dólar estava valendo aproximadamente R$ 2,70 e atualmente está ficando acima de R$ 3. Caso contrário, o preço da pimenta praticado em reais estaria menor que os preços atuais” – afirma Partelli.

O professor apresentou à TC dados da comunidade internacional da pimenta (International
Pepper Community), da Indonésia, que mostram que a produção no Brasil atingiu marca história em 2003, com 50.000 toneladas. Nos anos seguintes foram registradas quedas contínuas na produção até chegar a 35.000 toneladas no ano passado.

Partelli assegurou que o Brasil responde por 10% da produção mundial de pimenta-do-reino. O Espírito Santo e o Pará são os principais estados produtores da especiaria no País. Partelli disse ainda que a produção nos principais países produtores, como Índia, Sri Lanka e Indonésia, também sofreu uma queda acentuada, chegando a 40%, o que, no entendimento dele, ajudou a manter o preço da pimenta brasileira. “Quando há pouca oferta, o preço sobe. Porém é bom lembrar que somente as perdas na produção desses países é maior que a produção brasileira de pimentado-reino. E a previsão é que esses países compensem essas perdas com a produção deste ano, o que elevará a oferta de pimenta no
mercado mundial, fazendo com que o preço despenque”.

A preocupação do professor Partelli baseia-se no fato de a economia mateense ter uma parcela considerável da receita oriunda da produção de pimenta-do-reino. “É uma cultura de alto custo, que demanda muitos cuidados, ao mesmo tempo em que se torna um investimento de risco. O pimenteiro tem problemas de doença, como a fusariose, e outros tratos culturais. A crise de preço estar por vir e minha preocupação é que a pimenta contribui muito com a renda do mateense” – frisou.

 

 

Tribuna do Cricaré

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