Aguardando a concessão da Licença Prévia do Ibama para o Porto Norte Capixaba que será instalado em Degredo, Linhares, a Manabi avança no processo de concorrência que definirá a empresa que executará as obras do empreendimento que vai gerar 1.500 empregos na implantação. Sete empresas entregaram em abril suas propostas para fornecer, de forma integrada, os serviços de engenharia, suprimentos e de construção do porto.
A Manabi já iniciou a fase de análise técnica, que precede a apreciação das propostas comerciais. A expectativa, segundo o gerente geral de pré-operação do porto, Romeu Rodrigues, é que até o fim do ano esteja definida a empresa que será parceira da Manabi na construção do Porto Norte Capixaba. “Temos trabalhado firme no propósito de implantar o porto, aguardando apenas a licença ambiental. O início do processo de análise das propostas reforça o compromisso da Manabi de seguir em direção à instalação do empreendimento, envolvendo em uma próxima etapa o máximo de empresas regionais e locais possível para alcançarmos indicativos positivos na economia capixaba, sobretudo, a local”, reforçou.
Integração com a realidade local e regional
O processo de concorrência foi iniciado em setembro, com o lançamento das cartas-convite. Em outubro, representantes das empresas estiveram em Linhares para uma visita técnica na área onde será instalado o porto. Já na ocasião, Romeu Rodrigues reforçou a solicitação às companhias de dar prioridade à contratação dos fornecedores e mão de obra local.
As empresas também participaram de um encontro no Sistema Findes – Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo quando foi apresentado o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores – PDF/ES. Em Linhares, o programa é uma parceria entre Manabi, Findes e Associação de Desenvolvimento de Linhares (ADEL), e tem por objetivo propiciar a integração dos fornecedores locais com a Manabi e suas prestadoras de serviço.
Outro encontro aconteceu entre as organizações de médio e grande porte mapeadas na região de Linhares e as companhias participantes da concorrência. Oitenta empresas de diversos setores do estado tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e áreas de atuação. Como resultado, muitas foram consideradas como fornecedoras de materiais e serviços dentro das propostas apresentadas à Manabi.
Oportunidades
Além dos 1,5 mil empregos na fase de construção, outros 750 serão gerados na operação. A Manabi conta com o Programa de Desenvolvimento para o Mercado de Trabalho (PDMT), um convênio com o Sesi/Senai/IEL que visa qualificar a mão de obra local para todas as fases do projeto, fomentando a geração de benefícios econômicos para a região. Já foi criado um site para o recebimento de currículos dos interessados em se integrar ao programa, acessível pelo endereço www.vagas.com.br/manabi.
O empreendimento contribuirá para o aquecimento da economia devendo ser gerados aproximadamente 150 milhões de reais em impostos e/ou tributos municipais, estaduais e federais durante o período de implantação do porto. Já na fase de operação, e por um tempo bem mais longo, incidirá o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), em decorrência dos serviços portuários.
Valda Ravani

