14/05
Em entrevista ao programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o pesquisador do Incaper e coordenador do programa estadual de cafeicultura, Romário Gava Ferrão, explica sobre os tratos culturais pós-colheita. Confira:
Redação Campo Vivo
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07/05
Produtores iniciam a colheita do café conilon no ES e quebra deve ficar acima de 20%
No Espírito Santo, os cafeicultores deram início à colheita do café conilon e a projeção é de quebra em torno de 30% na produção, equivalente a 3 milhões de sacas. A situação é decorrente das condições climáticas adversas observadas no final do ano passado, que afetou a produção do grão. Até o momento, cerca de 5% da área cultivada com materiais de maturação precoce foi colhida.
Segundo o pesquisador do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) e coordenador do programa estadual de cafeicultura, Romário Ferrão, as altas temperaturas, juntamente com o déficit hídrico foram os responsáveis pela redução na produção. “Ficamos até 100 dias sem chuvas no Estado, entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2015. E a situação também pode impactar a produção do próximo ano”, destaca.
Ainda nessa temporada, alguns cafeicultores já registram uma quebra de até 50% na safra. O clima irregular atingiu os cafezais em um dos momentos mais importantes da cultura, na fase de formação e enchimento de grãos. Com isso, as plantas não cresceram da maneira como deveriam e há muitos grãos mal formados, com defeitos, conforme sinaliza o pesquisador.
O Estado, que produz as variedades conilon e arábica, é o segundo maior produtor de café do Brasil e responsável por 28% da produção do país. Somente na safra anterior, os produtores capixabas produziram 13 milhões de sacas de café, entre elas, 10 milhões de sacas de conilon e 3 milhões de sacas de arábica.
Além disso, o pesquisador também sinaliza que a produção cafeeira tem crescido no Estado nos últimos anos. “Em 20 anos, o conilon quase duplicou a sua produção, sem aumento expressivo de área. Cenário que é um reflexo dos investimentos em tecnologia e renovação das lavouras”, explica Ferrão.
O pesquisador ainda orienta que os cafeicultores apostem na utilização de tecnologias para driblar os problemas nos cafezais, como com o clima. “Temos variedades mais resistentes à seca que já foram desenvolvidas. O produtor precisar ser conscientizar que esse é um problema real e que devem se preparar dentro do planejamento, visando melhorar a atividade”, finaliza.
Notícias Agrícolas
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Em entrevista para o Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o pesquisador do Incaper e Embrapa, Dr. Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca, falou sobre como fazer a secagem do café e a influência na qualidade. Confira:
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30/04
Mercado de café em cápsula no Brasil cresce 50% ao ano
O mercado de café em cápsula (monodose) para uso em máquinas domésticas está em franco crescimento no Brasil, na faixa de 40% a 50% ao ano, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O diretor executivo da entidade, Nathan Herskowicz, destaca o aumento de fornecedores produtos. Atualmente são 60 empresas produzindo o monodose, ante apenas sete em novembro do ano passado.
Herskowicz observa que entre os novos players do setor estão muitas pequenas empresas, que ofertam cafés de qualidade e diferenciados, ocupando uma faixa marginal do mercado liderado pelas grandes companhias. Ele explica que o investimento das torrefações, cafeterias e mesmos produtores para testar o mercado não é muito alto. As indústrias cobram R$ 8 mil pelo envasamento de 17 mil cápsulas de café.
A expansão do consumo doméstico do café em cápsula não assusta os fabricantes do café torrado e moído, presente em quase todos lares brasileiros. Herskowicz diz que a demanda pelo café de máquina é grande pela classe A, que soma cerca de 8,5 milhões de pessoas. O crescimento do segmento se traduz nos números de importação das máquinas fabricadas na China. No primeiro trimestre deste ano foram importadas 1,377 milhão de unidades, ante às 934 mil em igual período do ano passado. O aumento foi de 47%, segundo estatística do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Globo Rural/CNC
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23/04
Qualidade de bebida e marketing são desafios para um mercado crescente
Entrevista com degustador e Analista de marketing do café, Arthur Fiorott:
Como os tratos culturais e a qualidade grão interferem na bebida café?
Temos que entender que todos os processos envolvidos na cultura do café conilon têm uma importância significante na bebida que o consumidor final irá apreciar. Desde o local de plantio, passando pela escolha do material genético até o armazenamento dos grãos causam algum tipo de interferência na qualidade final da bebida. Escolhas assertivas para cada cenário é o que o produtor tem que fazer para ter um produto de alta qualidade. Sendo bem especifico, vejo duas frentes que o produtor tem que focar para melhorar a qualidade do café que ele possui hoje em sua propriedade. A nutrição do cafeeiro, com o uso de produtos que interferem diretamente na qualidade final da bebida, possibilitando que o café tenha maior doçura e menor amargor; e diminua a salinidade, tendo como consequência uma acidez equilibrada. A outra frente é a colheita e pós-colheita. Colher frutos maduros e secar o café de maneira correta tem grande significância na qualidade final da bebida. Como exemplo, temos cafés de mesma lavoura, apenas diferenciando no processo de secagem, apresentam atributos de bebidas completamente diferentes.
Quais são as demandas do mercado consumidor de café atualmente?
A demanda por café conilon de qualidade tem aumentado. Com a introdução das capsulas de café e as monodoses, o mercado de café gourmet entrou na casa da classe média, logo, esse público tem mais informação sobre alguns aspectos da bebida do café. Nomes como adstringência, doçura, amargor agora fazem parte do linguajar desse tipo de consumidor , atrelado ao aspectos de sustentabilidade na produção. Hoje o consumidor quer ter informação sobre o produtor desse café. Nesse cenário, o café Conilon tem grande capacidade de suprir a demanda desse tipo de consumidor que começou a ver no café uma bebida que tem “status”.

Como o conilon tem ganhado espaço no mercado mundial?
Hoje o café conilon representa 40% do consumo de café do mundo, contudo quando se fala em cafés de alta qualidade, esse percentual diminui drasticamente. O que deve ser feito? Há dois aspectos a serem trabalhados paralelamente. O aumento do suprimento de conilon de qualidade e a imagem do produto. Há uma demanda “adormecida” (o termo correto é latente) para café conilon de alta qualidade, contudo a indústria requer uma quantidade mínima para utilizar esse café. Diversas indústrias já fazem testes com diferentes percentagens de conilon em seus blends, com boa aceitação perante seus clientes, o que falta é adequarmos o suprimento/demanda para que seja possível criar produtos nessas indústrias. Além de claro, trabalhar a imagem do Conilon de maneira institucional. Por muito tempo, negligenciamos e deixamos que os produtores de arábica falassem do conilon. Dai vem a frase “arábica é bom e conilon é ruim”.
Quais ações de marketing devem ser feitas para o nosso conilon se firmar no cenário mundial?
Transformar o nome conilon em uma marca institucional, na qual, todos os pertencentes à cadeia do café conilon sejam responsáveis por proteger essa marca. Temos que acreditar que temos um produto de altíssima qualidade, a partir dai, ações mercadológicas têm que ser feitas. Ações simples como experimentação às cegas por consumidores já desmistificam que o café conilon é pior que o arábica. 90% dos consumidores não estão preocupados se o café é arábica ou conilon, o que ele quer é ter uma café de alta qualidade nos seu café da manhã, na sua reunião de negócio, no seu momento de lazer. O marketing tem muito a contribuir com esse produto para que seja feito um reposicionamento do nome ou marca Conilon.
Redação Campo Vivo
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Confira abaixo uma entrevista com Arthur Fiorott para o para o Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares:
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16/04
Em entrevista para o Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o analista do mercado de café, Sérgio Poltronieri, fala sobre análise do grão e qualidade do café.
Confira:
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09/04
Em entrevista para o Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o engenheiro agrônomo da Cooabriel, Gilberto Monteiro Tessaro, fala sobre os principais cuidados que o produtor deve ter na colheita do café. Armazenamento, secagem, momento ideal, são algumas das questões abordadas na entrevista.
Confira:
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02/04
Cooabriel apresenta crescimento de 25,94%
Em 2014, a Cooabriel apresentou um crescimento de 25,94% em relação ao ano de 2013, gerando um faturamento bruto de R$327.217.267,96. A recepção de café, superou o recorde da cooperativa atingindo 1.168.563 sacas que equivale a um aumento de 35,10% em relação ao ano anterior. Aumento também no volume de comercialização dos sócios que cresceu 29,65% com 1.099.699 sacas negociadas.
Esses e outros números que compõem o relatório de atividades de 2014, foram apresentados pelo Conselho de Administração da Cooperativa durante a Assembleia Geral Ordinária, realizada na última sexta (27/03) nas dependências do armazém da sede em São Gabriel da Palha-ES, a um público de aproximadamente 1300 pessoas, entre sócios e seus conselhos representativos, colaboradores e outros cooperativistas do Estado, familiares de sócios, parceiros, autoridades e convidados.
Cooabriel
Ouça a entrevista com o Presidente da Cooabriel, que publicamos nesta terça-feira:
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26/03
Mais uma safra de café conilon iniciando no Espírito Santo e o momento de expectativa na geração de renda em diversos municípios que tem neste segmento a principal atividade econômica. A atual safra estadual de café terá forte influência de uma das piores estiagens dos últimos 60 anos. A falta de chuva e as altas temperaturas de dezembro a fevereiro provocaram perdas na produção em várias regiões capixabas. Na média, calcula-se uma quebra da safra de 33%, mas tem produtores que poderão perder até 50%.
Em Linhares, o produtor José de Melo possui três hectares de café na propriedade localizada no Córrego Farias, com cerca de 10.000 plantas. A lavoura que está em sua primeira colheita deve produzir entre 200 e 250 sacas, de acordo com a projeção do produtor. A quantidade vai sofrer uma redução de 15% a 20% do esperado devido às altas temperaturas e ao impacto da ventania ocorrida no final do ano passado que prejudicou cafezais da região. “Na mesma linha podemos observar o impacto do vento nas plantas que foram atingidas e sentiram”, diz o produtor.
As tecnologias implementadas deram resultado. José de Melo adotou a irrigação por gotejamento e, com isso, não precisou fazer racionamento de água na irrigação pois seu sistema mais eficiente não estava citado na primeira etapa do Termo de Justamento de Conduta. O controle de pragas, como a broca e cochonilha, foi realizado, além da adubação após análise de solo. “Mesmo com as questões climáticas, acredito em boa produção”, diz o cafeicultor que já cuida da lavoura pensando na safra do ano que vem.
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Em São Mateus, os produtores de café conilon esperam uma queda significativa na próxima colheita, que tem início em abril. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER) estima uma queda de 35% da produção no município em relação à última safra, quando foram colhidas 450 mil sacas.
Segundo o chefe do escritório do Incaper de São Mateus, Jorge Gomes Soares, a perda deve-se principalmente ao período de estiagem que atingiu todo o Estado. “A falta de chuva atrapalhou principalmente os pequenos produtores, por isso devemos colher em torno de 290 mil sacas de café, um número muito abaixo do normal”.
O cafeicultor Ailton Silva Vieira tem uma pequena propriedade na comunidade Nossa Senhora de Guadalupe, às margens da BR 381, em São Mateus. Na localidade ele cultiva 3 mil pés de café e espera colher 180 sacas. “Na última safra eu colhi 350 sacas, mas desta vez eu precisei reduzir a irrigação pela metade durante a seca. Os galhos das plantas secaram e os grãos ficaram chochos”, conta Ailton.

Os produtores que se prepararam para o período de seca com reserva de água terão quedas menos acentuadas na produção, como é o caso do cafeicultor Josemar Mouro, que tem 440 mil pés de café distribuídos em 150 hectares, na propriedade que fica às margens da BR 101, em São Mateus.
Por conta de uma grande represa que foi construída na propriedade, Josemar conseguiu irrigar a plantação no período de seca e a expectativa é de colher 70 sacas por hectare. “Mesmo assim a nossa estimativa é baixa, já que o normal é colher acima de 80 sacas por hectare, mas se não fosse a represa nossa perda seria muito maior”, afirma o produtor.
Josemar conta ainda que na última safra a lavoura sofreu com a ferrugem do café, uma doença causada por um fungo que ataca a plantação, gerando grandes perdas. “Conseguimos controlar a praga com pulverização, mas o problema também influenciou na queda da produção”, explica.
De acordo com o Incaper, São Mateus tem 15.950 hectares de area plantada de café conilon. Para amenizar as perdas da estiagem, a Prefeitura do município decretou estado de calamidade pública a fim de conseguir recursos para ajudar os produtores, mas o decreto ainda não foi reconhecido pelo Governo Federal.
Segundo o secretário de Agricultura de São Mateus, Ezio Sena, a solicitação está em fase de análise pela Defesa Civil Nacional. “A partir do momento que o decreto for reconhecido, será possível a prorrogação das dívidas contraídas pelos produtores nos bancos públicos federais e em alguns casos até uma possível anistia. Vamos ainda pedir recursos para a recuperação das áreas afetadas pela seca e construção de barragens”, afirma Ezio Sena.
A estiagem, as altas temperaturas e a insolação, associadas a outros fatores, devem provocar queda na safra de café do Espírito Santo. As informações são do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Segundo o pesquisador do Incaper e coordenador do programa estadual de cafeicultura, Romário Gava Ferrão, a queda na safra de café Conilon já era esperada, mas a situação se agravou por conta da estiagem, as altas temperaturas e a insolação, associadas a outros fatores. “O principal problema é a estiagem. Algumas regiões ficaram há mais de 40 dias sem chuva, enfrentam temperaturas bastante elevadas e insolação. Isso leva ao estresse da planta e do ambiente. Mais da metade do Conilon plantado no Espírito Santo é irrigado, mas os reservatórios baixaram muito. Há problemas na quantidade de água para a irrigação, porque a água disponível para esta finalidade está mais escassa. O produtor não consegue disponibilizar a quantidade de água exigida pela planta. A época de seca coincidiu justamente com a fase em que a planta demanda mais água, que é a do enchimento de grãos. A falta de água pode provocar o chochamento dos grãos, formação de grãos menores e com menor peso. A seca, a insolação e as altas temperaturas chegaram justamente num momento em que a planta mais precisa de água”, explicou Ferrão.
Mas antes desta condição climática desfavorável, outro fator já havia afetado as plantações de café. Em agosto e setembro, uma frente fria prolongada com ventos fortes e muito frio atingiu o Estado na época do florescimento dos cafezais nas principais regiões produtoras do Espírito Santo. Isso provocou queda de flores, de folhas e interferiu na fertilização da flor. As rosetas cresceram com falhas, produzindo um menor número de frutos.
Para o Incaper, a produção capixaba de Conilon, que em 2014 bateu recorde com 9,9 milhões de sacas colhidas, este ano deve ser de apenas 8,5 milhões.
Redação Campo Vivo
Na próxima quinta-feira, aqui no Portal Campo Vivo, mais reportagens sobre a série que está abordando a safra de café no ES.
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Na próxima terça-feira, você pode conferir mais notícias sobre o projeto 'Caminhos do Conilon' no programa Campo Vivo, na Rádio Globo Linhares (870 AM), a partir das 17 horas.
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19/03
“Caminhos do Conilon” é um projeto com objetivo de levar informações aos produtores de café do Espírito Santo sobre as técnicas adequadas para uma boa produtividade e qualidade dos grãos, fatores que contribuem na melhoria da renda dos agricultores, na movimentação da economia regional e no aumento do consumo da bebida.
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Com sua característica jornalística, marca da empresa, a Campo Vivo percorreu alguns municípios produtores de café para produção de reportagens especiais para a Revista Campo Vivo, Portal Campo Vivo e programa de rádio Campo Vivo, visando verificar problemas, casos de sucesso e as expectativas para a safra 2015.
A ação resultou em uma reportagem especial na Revista Campo Vivo – edição 25 (março/abril/maio), e você poderá conferir aqui no Portal Campo Vivo informações todas as quintas-feiras.
Além disso, no programa Campo Vivo na Rádio Globo Linhares, às terças-feiras, você confere notícias e entrevistas sobre o projeto.

