Pelo menos 150 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam há cerca de sete meses duas propriedades rurais às margens da ES 245, que liga Linhares a Rio Bananal. O grupo quer apressar a desapropriação de 18 propriedades rurais em todo Estado para que as famílias sejam assentadas. O processo está na Justiça e os trabalhadores aguardam há anos o resultado.
Algumas das famílias estão há cinco anos vivendo sob lonas em diversos acampamentos da região. O coordenador do movimento, Rodrigo Gonçalves, argumentou que a ocupação ocorre em diversos pontos do Estado e de maneira integrada. Uma das propriedades ocupadas às margens da ES 245 pertence à Furnas Centrais Elétricas, empresa de economia mista que atua na geração e fornecimento de energia elétrica. O outro terreno ocupado pertence à uma família de Linhares. Nós tentamos falar com a Assessoria de Imprensa de Furnas, mas não obtivemos resposta.
O Incra
Em nota o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Incra, disse que tomou ciência pela imprensa da ocupação de fazenda no município de Linhares. Na manhã desta quarta-feira (11), a Autarquia disse que recebeu representantes do MST em reunião para discutir questões relacionadas à obtenção de terras para a reforma agrária.
O superintendente repassou informações sobre a situação atual de diversos processos de desapropriação que estão tramitando na justiça, aguardando decisão em diferentes instâncias. Sobra as duas fazendas ocupadas em Linhares, o Incra diz que não possui processo aberto visando à desapropriação da mesma e não há previsão desse ato, pois
esse imóvel não é passível de desapropriação por se tratar de média propriedade.
Portal Linhares Em Dia

