Impactos da estiagem na agropecuária capixaba em debate na Assembleia Legislativa

por admin_ideale

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Octaciano Neto, será recebido, nesta terça-feira (10), pelos integrantes da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa. O secretário fará uma apresentação sobre os impactos da estiagem prolongada no setor agropecuário, durante audiência pública da comissão, realizada no plenário Dirceu Cardoso, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia. A reunião está prevista para as 10h. Ele pretende detalhar também as ações que o Governo vem desenvolvendo para enfrentar a seca.

A agropecuária capixaba já projeta para 2015 um prejuízo de aproximadamente R$ 1,7 bilhão, tendo como base a produção e o faturamento dos produtores rurais no ano de 2014. Cafeicultura, pecuária de leite e fruticultura amargam as piores perdas. Os produtores rurais que estão sofrendo prejuízos por causa da estiagem prolongada devem ter uma resposta nos próximos dias quanto à prorrogação das parcelas de suas dívidas que estão vencendo este ano. O Governo do Estado aguarda a autorização do Governo Federal para que as instituições financeiras possam fazer a renegociação dos créditos rurais.

Perdas

O Espírito Santo vive uma das piores estiagens de sua história. O mês de janeiro foi o mais seco desde que tiveram início as medições, em 1931. A expectativa é que as chuvas em março fiquem ligeiramente acima da média histórica em algumas regiões e que em abril chova dentro da média. Mesmo com a expectativa de que as chuvas ocorram dentro do padrão climatológico esperado, o secretário de Estado da Agricultura ressalta que a deficiência hídrica acumulada entre 2014 e o início de 2015 não será compensada.

De acordo com o relatório já apresentado pelo secretário, somente na cafeicultura as perdas já chegam à casa de R$ 1 bilhão, uma redução de 33% na produção. Os prejuízos na fruticultura ultrapassam os R$ 300 milhões – 30% a menos na produção-, e na pecuária de leite R$ 150 milhões – queda de 31% na produção. As culturas do feijão e do milho já apresentam uma redução de 50% e 56% na produção, respectivamente. Na olericultura, as perdas alcançam 36% da produção e a cana-de-açúcar registra uma produção 33% menor do que em 2014.

 

 

Daniel Simões

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