O Espírito Santo é o sétimo no ranking dos estados mais competitivos quando o assunto é agronegócio com 0,491 pontos no indicador que varia de zero (pouco competitivo) a um (muito competitivo). Os dados são da pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que avaliou itens como infraestrutura, educação, saúde, mercado, inovação e mercado de trabalho. São Paulo foi o estado com melhor pontuação, seguido de Santa Catarina, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
A melhor pontuação do Estado foi no indicador Educação, no qual conquistou 0,805 pontos, isto é, quarta posição entre os 27 estados do país. Entre as taxas avaliadas estão Aprovação Rural (0,678); Abandono Rural (0,876); Analfabetismo Rural (0,868) e Distorção idade-série Rural (0,797). Já os maiores estraves para a competitividade do agronegócio capixaba, de acordo com a pesquisa, estão nos indicadores da Inovação, que somaram 0,090 pontos e ficou em 16º lugar. Neste item, foram analisados investimentos em bolsas de estudo per capita (0,060), investimento em pesquisa per capita (0,032) e número de patentes per capita (0,282).
Para o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faes), Júlio Rocha, a pesquisa será um norteador do que deve ser melhorado. “O estado está bem e agora, temos uma ferramenta que, sem dúvidas, auxiliará o próximo governador a decidir os investimentos no setor e assim impulsionar o agronegócio no Espírito Santo”, destaca Rocha.
Infraestrutura
Outro quesito competitivo em que o estado figurou entre os cinco primeiros foi Infraestrutura (0,302 pontos). Apesar da boa colocação, o presidente da Faes, aponta a necessidade de investimentos neste segmento.
“O Estado precisa valer-se de suas características naturais, envolvendo posição geográfica e condição edafoclimática, que tanto podem favorecer importantes atividades. Para desfrutarmos o potencial disponibilizado pela cabotagem (navegação entre portos do mesmo país), tem-se que promover sua desvinculação da construção naval, reformulando o sistema normativo vigente, mudando o tratamento isonômico de seus custos com o longo curso (combustível e tributos), e eliminar a cobrança do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMR), com priorização de investimentos e atitudes”, sugere Rocha. Neste item, foram avaliados o índice de qualidade de rodovias (0,532), movimentação portuária (0,098) e densidade ferroviária (0,251). De acordo com o presidente da Faes, os indicativos demonstram a necessidade de se buscar aproximação dentre esses índices como fator essencial de garantir avanços na logística de transporte pelo crescimento intermodal.
Saúde
A saúde no meio rural capixaba ocupou o 6º lugar com 0,775, atrás apenas de Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Foram avaliados a expectativa de Vida ao nascer, número de internações hospitalares e a taxa de mortalidade infantil. Na avaliação sobre a taxa de mortalidade o Estado ocupou 6º lugar, com pontuação acima de 0,700. Quanto as internações hospitalares a pontuação foi boa (0,807), mas o ES ficous em oitavo lugar no ranking. Já sobre a expectativa de vida ao nascer, houve empate com o Estado de Mato Grosso do Sul e a conquista do sétimo lugar, com 0,821 pontos.
Mercado de trabalho
De acordo com a pesquisa realizada pela CNA, o mercado de trabalho no ES ocupa o 6º lugar. A disponibilidade da mão de obra rural foi o primeiro ponto avaliado e o ES conquistou o sétimo lugar. No quesito taxa de desemprego rural, o quinto lugar (0,923 pontos); em escolaridade média da força de trabalho, 0,606 pontos (8º lugar) e no subitem produtividade do trabalhador da agropecuária, 0,257 pontos.
Ambiente Macro Econômico
Na categoria macro econômico o Estado conquistou 0,338 e ranqueou o 10º lugar. Neste segmento foram avaliados a dimensão do mercado interno para a agropecuária, alcance do mercado externo da agropecuária, variação do PIB agropecuário e arrecadação de ICMS. A primeira variável foi calculada pela soma do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária com as importações do setor e subtraídos das exportações também da agropecuária. Nesse quesito, o Estado pontuou 0,131 e ficou em 12ª posição.
O segundo indicador mediu o quanto o setor agropecuário de cada estado exportou em proporção da produção total (VBP) e apresentou números melhores. Os capixabas conquistaram a 12ª posição, com 0,486 pontos. Na Variação do PIB, o Estado ficou em 11º lugar. E na quarta variável, que avaliou a arrecadação de ICMS, incluída para servir como proxy de carga tributária estadual, amargou uma das piores pontuações (22º lugar – 0,297).

