Hong Kong continuou na primeira posição no ranking dos importadores com 360,6 mil toneladas e US$ 1,5 bilhão de receita, no período de janeiro a novembro, um avanço de 15,16% no faturamento e 7,41 % no volume.
O conflito entre Ucrânia e a Rússia, na Criméia, que culminou com embargos de importantes fornecedores de carne bovina ao mercado russo, abriu espaço para o Brasil aumentar as vendas para a Rússia. O resultado foi uma evolução de 13% na receita e 7,25% em volume entre janeiro e novembro. No período o preço médio cresceu 6,16%. “Em 2015, este cenário positivo pode mudar, caso haja a solução do conflito”, prevê o presidente da Abiec,
Apesar dos avanços, o Brasil registrou retrocesso nas exportações para alguns mercados, como o Chile, por exemplo, com queda de 28, 49% na receita e 28,20% no volume. No acumulado de janeiro a novembro, as 50,8 mil toneladas comercializadas com o mercado chileno renderam US$ 264 milhões, ante 70,7 mil toneladas negociadas por US$ 369, 5 milhões no mesmo período de 2013.
Em razão da ocorrência de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB, também conhecida como mal da vaca louca), em 2010, no Paraná, e divulgado em 2012, alguns mercados continuam fechados ao Brasil, caso da Arábia Saudita, Japão, Bahrein, Kwait, Líbano Peru e Bielorrússia.
Segundo Camardelli, os negócios com a Arábia Saudita e o Japão deverão ser retomados no próximo ano. “Até fevereiro, uma sanitária saudita visitará unidades frigoríficas brasileiras”, anuncia e acrescenta que a liberação do produto para o Japão está prevista para o primeiro trimestre de 2015.
Camardelli acredita que a retomada dos mercados da China, Arábia Saudita, Japão, Irã e Egito deverão incrementar as vendas externas brasileiras de carne bovina, projetadas pela US$ 8 bilhões e 1,7 milhões de toneladas no próximo ano. “A reabertura do mercado chinês terá impacto positivo nas exportações de 2015, compensando eventuais quedas. Além disso, o fim do embargo com a Arábia Saudita trará de volta mercados como Bahrein e Kwait”, prevê.
Em sua opinião, as negociações com o mercado norte-americano para carne in natura deverão avançar o que facilitará o trânsito com outros países da NAFTA, além do Caribe e América Central. Para 2015, a Abiec também prevê a abertura de novos mercados, como Taiwan, Indonésia, Tailândia, Myanmar, Coreia Sul, Coreia Norte e Marrocos.

