A Câmara Setorial da Borracha Natural do Ministério da Agricultura (Mapa) realizou, em setembro, uma reunião para discutir pontos importantes para a produção de borracha. Realizada na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Brasília, o encontro teve como intuito levantar soluções para a manutenção da produção de borracha no país, que responde hoje por 1/3 do consumo interno.
A aplicação da Política de Garantia do Preço Mínimo (PGPM) para a borracha, elevação do valor mínimo e da alíquota para exportação são algumas das propostas do setor para viabilizar essa manutenção da produção.
Segundo José Manoel Monteiro de Castro, da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (FAES), as políticas de apoio precisam ser anunciadas até outubro, quando começa o período de sangria da nova safra. "Só assim será possível assegurar a continuidade das atividades ligadas à produção e beneficiamento da borracha", concluiu.
Financiamento da estocagem, a armazenagem, a venda de estoques públicos de produtos agropecuários e a equalização de preços e custos são alguns dos mecanismos da PGPM, que segundo o presidente da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), Fernando Guerra, é uma medida emergencial para viabilizar a manutenção da atividade. Guerra também defende a correção do preço mínimo do quilo do coágulo retirado das árvores, hoje em R$ 1,60, para R$ 2,50 por quilo.
No médio prazo, o setor pede a elevação do imposto de importação da borracha natural dos atuais 4% para 35%. Hoje, o Brasil produz cerca de 120 mil toneladas de borracha natural e importa 350 mil.
Redação Campo Vivo

