A semana começou em ritmo relativamente lento nos mercados de cacau, que seguem concentrando as atenções sobre a rolagem de posições em antecipação do início do período de vencimento do contrato de Julho/14 em Nova Iorque dentro de uma semana.
De acordo com o analista de mercado Thomas Hartmann, os preços oscilaram novamente dentro de limites estreitos e, depois de cair brevemente nas primeiras horas de operação, se recuperaram para encerrar o dia com modestos ganhos, nesta segunda-feira (9). O contrato de Julho/14 em Nova Iorque fechou em baixa de $2 no horário oficial cotado a $3077, mas avançou nas horas finais para terminar o dia em $3087. O mesmo contrato em Londres subiu £3 e fechou cotado a £1956. Os volumes negociados somaram 13.451 contratos em Londres e cerca de 40.000 em Nova Iorque.
Dólar
Moeda norte-americana fechou em queda de 0,83%, para R$ 2,231, após Banco Central avisar que vai continuar intervindo na moeda. Na semana passada, o dólar chegou a se aproximar do patamar de R$ 2,30 com o mercado especulando sobre as futuras ações do BC. O volume financeiro ficou em torno de US$ 1,7 bilhão, segundo a BM&F. No mês, o dólar cai 0,44% e no ano, 5,37%. "Com a renovação da intervenção, tira a pressão (sobre o câmbio) dos últimos dias", afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, para quem a banda informal de R$ 2,20 a R$ 2,25 deve voltar a prevalecer.
Na noite de sexta-feira, o BC informou que estenderá seu programa de intervenção diária no câmbio para além de junho, mas não forneceu detalhes de como fará isso. O atual volume de até 4 mil contratos de swaps por dia (que equivalem a um leilão futuro) deve ser reduzido, segundo informações obtidas pela Reuters junto ao governo. Nos últimos dois meses, o dólar oscilou dentro de uma banda informal de R$ 2,20 a R$ 2,25, patamar que o mercado acredita agradar a autoridade monetária por não ser inflacionário e não afetar as exportações do país.
Mercado do cacau com informações de assessoria

