“Às vezes o produtor não enxerga a propriedade como uma empresa rural e, por isso, não consegue avançar em certificações”. A afirmação de Jackeline Uliana Donna, gerente de Certificação Fair Trade, da Pronova – Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas do ES, durante sua apresentação sobre avanços na certificação na cafeicultura capixaba, no Simpósio sobre Certificação e Indicação Geográfica, que está sendo realizado em Vitória, resume o espírito necessário do produtor para participar dos projetos de agregação de valor.
Segundo Uliana, a qualidade está intimamente ligada a sustentabilidade e para garantir e comprovar, a forma mais adequada é a certificação, que mostra que o produto foi produzido dentro de um conjunto de normas que atendem exigências do mercado. “Não adianta ter certificação se não tiver qualidade”, destacou apresentando os resultados iniciais dos cafeicultores que participam do projeto da cooperativa.
A gerente ressalta que para acessar esse mercado certificado o produtor precisa ter um perfil que se adapte ao projeto. “Tivemos redução do número de cooperados quando iniciamos as adequações nas propriedades participantes. Muitos produtores não queriam mudar os métodos necessários e preferiram ficar distante”, diz.
A Pronova atua em 13 municípios, sede em Venda Nova. Surgiu em 1989 como associação. Em 2004, tornou-se Cooperativa e iniciou o processo de adequação para ser certificada. Em dezembro de 2005, conquistou o selo de qualidade de Comércio Justo – Fair Trade.
Redação Campo Vivo

