Pesquisa busca melhorar qualidade da cachaça artesanal

por admin_ideale

A cachaça é um produto de importância econômica crescente e de grande aceitação no mercado nacional e internacional. Hoje, a bebida é o terceiro destilado mais consumido do mundo. Diante disso, pesquisadores do sul da Bahia estão buscando melhorar a qualidade da bebida artesanal.
 
Segundo Cleber Miranda Gonçalves, pesquisador da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), os estudos visam encontrar meios de obter uma cachaça com qualidade padronizada. “Nosso objetivo é identificar leveduras que possam ser utilizadas no processo de produção da cachaça de alambique, porque isso vai permitir que os produtores otimizem a fermentação, para que ela fique mais rápida; diminuam as chances de contaminação; e com isso, consigam obter uma cachaça padronizada em termos de qualidade química e sensorial”.
 
A pesquisa nasceu no setor de Agroindústria da Uesc e tem a intenção de proporcionar aos alunos uma possibilidade prática de transferir tecnologia. O setor ainda oferece diversas atividades de extensão, ensino e pesquisa, conforme afirma a coordenadora da Agroindústria da Uesc, Ana Paula Uetanabaro. “Dentro da parte de extensão, o setor oferece vários cursos, como por exemplo, desidratação de frutas; confecção de compotas de frutas; além de treinamento em boas práticas de fabricação. Esses cursos são o forte da Agroindústria, em termos de extensão. Também trabalhamos com produção de bebidas, como cachaça e cerveja artesanais”.
 
Todo o processo de produção de cachaça em alambiques é de forma artesanal e por isso, ela é considerada um produto de maior qualidade pelo apreciadores. A cachaça Rio do Engenho, por exemplo, já existe há nove anos e é considerada a quinta melhor cachaça do país. De acordo com o proprietário, Luís Fernando, a Rio do Engenho nasceu da ideia de se produzir cachaça para os amigos. “Eu sempre tive a ideia de fazer uma cachaça, mas não para engarrafar, rotular ou vender. No entanto, para iniciar o processo de produção de cachaça, você tem que entrar no meio, conhecer, entender como faz, pesquisar, pois a qualidade é um conjunto de pequenos detalhes que você se preocupa. São coisas pequenas que vão fazer a diferença”, afirma.
 
 
Parceria que gera bons resultados
A parceria entre a Rio do Engenho e o setor de Agroindústria da Uesc tem proporcionado vantagens para ambos os lados. Enquanto a Agroindústria desenvolve pesquisas na área, o produtor tem um melhor aproveitamento e auxílio na manutenção da qualidade da cachaça.
 
“Quem nos procurou pela primeira vez foi a Ana Paula. Ela veio aqui há alguns anos, com um grupo que estava fazendo uma pesquisa sobre leveduras. O grupo veio aqui, pesquisou, fez testes e depois levou esses produtos para dar sequência nas pesquisas. Essa proximidade com a Uesc acabou facilitando muita coisa. Ter sempre alguém da parte técnica por perto é muito importante. É uma parceria excelente”, conta Luís Fernando.
 
A coordenadora Ana Paula afirma que é necessário ir a campo para que as pesquisas do setor de Agroindústria sejam direcionadas no sentido de atender às necessidades dos produtores. “Nós precisamos ir a campo, ver como eles estão trabalhando, o que eles estão precisando, retornar e direcionar nossas pesquisas para esse sentido, porque assim é mais efetivo”, finaliza.

 

 

 

Mercado do Cacau

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