Incaper coordena unidade de observação de peixes marinhos em Aracruz

por admin_ideale

Uma unidade de observação de cultivo de peixes marinhos foi implantada há seis meses na comunidade de Lajinha, município de Aracruz. Essa ação é coordenada pela bióloga e pesquisadora Marcia Vanacor, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). Trata-se de um projeto de assistência técnica e extensão pesqueira e aquícola (ATEPA), que foi aprovado no final de 2013, por meio de edital do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Em conjunto com a Associação de Pescadores e Catadores de Caranguejo de Lajinha (Apescal), a pesquisadora irá observar o comportamento de peixes marinhos, como a tainha, carapeba e vermelho, com o objetivo de realizar o cultivo dessas espécies em cativeiro para comercialização.

“O motivo pelo qual Lajinha foi escolhida para desenvolver essa ação deve-se ao fato de ser uma comunidade tradicional, que vive da pesca extrativista. No entanto, atualmente, não há tantos peixes como antigamente. Por isso, essa ação de aquicultura fortalece as tradições da comunidade”, explicou Marcia.

Para o morador de Lajinha, Joceli Conceição dos Santos, o cultivo de peixes é a tradição e o futuro da comunidade. “Trabalhamos com a roça e o peixe representa mais um sustento. Temos um bom mercado para peixe de água salgada, sobretudo nas peixarias do município. Esse projeto está incentivando o cultivo de peixes”, falou Joceli.

Atualmente, há três tanques-rede, doados pela Seag, em Lajinha, que está às margens do rio Piraquemirim. Os tanques possuem oito metros de diâmetro, uma inovação na área. “Meu interesse em desenvolver ações de cultivo de peixes marinhos ocorreu porque a maioria dos tanques-rede onde eram criados esses peixes eram de tamanho 2m x 2m, ou seja, um espaço muito limitado para o desenvolvimento dessas espécies. Por isso, achei importante ampliar esse espaço e verificar a maneira como os peixes comportam-se, sempre com foco no conforto dos peixes quanto ao ambiente. Por isso, decidi implantar uma unidade de observação para verificar os resultados em um tanque de tamanho maior”, relatou a pesquisadora Marcia.

 

 

 

 

Luciana Silvestre

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