Maracujá silvestre desenvolvido pela Embrapa já é cultivado em todo o país

por admin_ideale

Quase um ano após o lançamento, o maracujá silvestre pérola do cerrado já chegou em quase todo o país. Já foram vendidas 20 mil mudas da fruta e a expectativa da Embrapa Cerrados, que desenvolveu a variedade, é de que ela conquiste cada vez mais espaço nas propriedades rurais. Nas condições climáticas ideais, a variedade pode dar frutas o ano inteiro.
 
– Ele tem um gostinho um pouquinho diferente, mais leve, bem suave. Mas gosto de maracujá mesmo – diz o produtor Pedro Rossoni.
 
O maracujá BRS Pérola do Cerrado foi desenvolvido pela Embrapa Cerrados a partir do melhoramento genético da Passiflora setacea, uma das 200 variedades da fruta existentes no Brasil. Depois de duas décadas de pesquisas, foi lançado em 2013 e já é cultivado em quase todo o país. Até agora, dois viveiros credenciados venderam 20 mil mudas que dão frutos o ano inteiro.
 
– Ela gosta de sol, água, sistemas tropicais. Só não vai bem em áreas sujeitas a encharcamento ou muito frias, sujeitas a geada, nessas regiões não vai conseguir produzir bem. Tirando isso, é possível em praticamente a produção em praticamente todo o Brasil. Normalmente a recomendação é para que o produtor comece com poucos pés para conhecer a cultura, testar, e desenvolver a cadeia de comércio, mas a perspectiva é de crescimento e de fortalecimento da cadeia produtiva – explica o pesquisador Fábio Gelape Faleiro.
 
Para estimular a produção, a Embrapa Cerrados realizou um dia de campo, em que cerca de cem produtores conheceram um pouco mais sobre a fruta e a forma de cultivo.
 
– Este sistema de espaldeira é o tradicional, o produtor se adapta bem, consegue acima de 20 toneladas por hectare. E tem o sistema de latada, que envolve um pouco mais de investimento para montar a estrutura, mas tem produtividade um pouco maior. Têm sistemas tirando mais de 25 toneladas por hectare – diz Faleiro.
 
A latada foi a opção da produtura rural Leda da Silva Gama. A estrutura foi montada em 800 metros quadrados, onde são cultivados 53 pés, ou indivíduos. Da área, saem 15 quilos de maracujá por semana.
 
– Principalmente por ser uma espécie rústica, ele não demanda pulverização contra insetos, doenças. O investimento inicial de R$ 8,5 mil nós estamos cobrindo nessa primeira safra – diz a produtora.
 
O pérola do cerrado chega ao consumidor custando R$ 8 o quilo. Com essa rentabilidade, a agricultora Lucília Neves Evangelista tem conseguido aumentar a produção que começou há dois anos com 50 pés e já está em 150, número que deve dobrar em breve. Isso porque, além de fornecer a fruta para pequenos mercados de Goiás, a produtora vai começar a exportar para o Reino Unido. A primeira venda será de 60 quilos por semana.
 
– Estou satisfeita com as vendas, tão satisfeita que vou plantar mais uns três mil pés – comemora Lucília.
 
O diferencial de mercado do BRS Pérola do Cerrado é que se trata de uma cultivar com quádrupla aptidão: consumo in natura, processamento industrial, ornamental e funcional, já que é rico em sais minerais e antioxidantes.

 

 

 

Canal Rural

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