O prefeito de Linhares, Nozinho Correa, entregou na quinta-feira (9) ao Governo do Estado o relatório dos danos causados pelas chuvas que castigaram a cidade em dezembro do ano passado. Pelo menos 941 famílias sofreram com as águas, 28 escolas foram avariadas, 2,5 mil quilômetros de estradas rurais foram danificadas, 17,5 mil metros quadrados de estradas urbanas precisam ser recuperadas e Pontal do Ipiranga terá que ser reconstruído.
O valor estimado dos danos chega a R$ 42 milhões. Contudo, o impacto econômico no município ultrapassa os R$ 220 milhões por conta dos danos na lavoura e pecuária. Segundo o secretário de Obras, Amilck Costa, somente a reconstrução de Pontal do Ipiranga vai custar de R$ 14 milhões a R$ 16,5 milhões.
O município vai apresentar ao Governo do Estado duas estratégias de recuperação do balneário. "Temos duas possibilidades. Deixar Pontal do Ipiranga do jeito como estava, o que irá custar cerca de R$ 14 milhões, ou investir mais R$ 2,5 milhões em sistemas de prevenção de inundações, com manilhas e demais equipamentos que vão evitar que o balneário seja inundado novamente caso ocorra outro evento climático como este que atingiu Linhares em dezembro do ano passado", afirmou Amilck.
Já o secretário de Agricultura, José Roberto Macedo Fontes, detalhou todos os prejuízos sofridos por produtores rurais e pecuaristas de Linhares. "Tivemos prejuízos imensos na piscicultura, nas culturas de mamão, pimenta, palmito, banana, café, melancia, pecuária leiteira e pecuária de corte. Somente de pasto são 200 mil hectares que precisam ser recuperados. Há ainda 2 mil hectares de cacau que foram destruídos, fora que há uma ameaça muito grande de surgimento do fungo da vassoura-de-bruxa. O prejuízo para os cacauicultores chega a R$ 6 milhões. O impacto total chega a R$ 180 milhões para os produtores, o que certamente irá refletir na economia de Linhares", afirmou o secretário.
Já os dados da Defesa Civil Municipal, órgão ligado à Secretaria de Cidadania e Segurança Pública, mostram que pelo menos nove casas precisaram ser interditadas. O setor continua em alerta conforme explica o secretário Washington Monteiro. "A Defesa Civil fez um relatório da situação provocada pelas chuvas e uma análise dos imóveis que precisaram ser interditados. Agora nosso trabalho é garantir a segurança das pessoas que estão voltando para casa, verificar a estrutura das residências e ver se eles apresentam risco ou não", garantiu Washington.

