Brasil avança no debate sobre bem-estar animal

por Portal Campo Vivo

A inclusão de peixes no abate humanitário, a criação de novas formas de identificação de equinos e bovinos, com a substituição da marca a fogo, e o estímulo à implantação de sistemas que não usem gaiolas para as aves de postura foram algumas das propostas de políticas públicas debatidas durante o treinamento em boas práticas e bem-estar animal, nesta semana, na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília. Cerca de 140 técnicos de todo país participaram do evento, promovido pelas secretarias de Defesa Agropecuária e de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Esse evento poderá ser divisor de águas nas políticas públicas de bem-estar animal destinadas aos plantéis de produção comercial”, avalia a coordenadora-geral de Agregação de Valor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável da Secretaria de Mobilidade Social, Charli Ludtke. O encontro, acrescentou ela, serviu para abordar os problemas e as soluções para reduzir os riscos, principalmente nas granjas e também nas linhas de inspeção dos frigoríficos.

“O Brasil abate mais de 6 bilhões de animais por ano. Por isso, precisamos fazer tudo de maneira correta. O bem-estar animal não pode ser apenas uma ciência, tem que ser colocado em prática, porque garante saúde ao animal e sustentabilidade ambiental, resultando na produção de alimento seguro”, destacou Charli Ludtke.

Uma das participantes do encontro, a professora Carla Molento, da Universidade Federal do Paraná (UFPR),  propôs o uso dos dados do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) para ampliar a implantação de sistema de bem-estar animal. “Seria interessante utilizá-los”, reforçou. O evento reuniu técnicos dos setores públicos e privado, além de representantes da academia.

Durante o encontro, que terminou nesta sexta-feira (14), também foi discutido o transporte seguro dos animais com caminhões adequados às espécies, conforme determina a nova resolução do Contran. Outros temas abordados foram o controle do gás utilizado para o sacrifício de animais em caso de surtos de doenças e a necessidade do uso racional dos antimicrobianos (antibióticos) para evitar a criação de resistência a esses medicamentos.

Mapa

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar