Entre os dias 23 e 24 deste mês. a gerência regional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) no Espírito Santo, em parceria com a Secretária Estadual da Agricultura (Seag), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Associação dos Cacauicultores de Linhares (Acal) realizou o curso de identificação de doenças e pragas do cacaueiro no Espírito Santo.
O curso é mais uma das ações previstas no Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira no Espírito Santo. Unidos a Ceplac/ES com os governos do Estado e do Município de Linhares e a Acal atuam visando implementar uma série de ações para combater a vassoura-de-bruxa e incentivar os produtores rurais capixabas a investirem na cacauicultura através de programas de diversificação das atividades rurais com o plantio de cacau consorciado com outras lavouras como seringueiras. Estas ações fazem parte do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira.
O curso de identificação de pragas e doenças foi idealizado pela Ceplac/ES. O objetivo foi capacitar os trabalhadores rurais que convivem diretamente com as lavouras. Um total de 13 trabalhadores foi capacitado através do curso.
“A capacitação dos trabalhadores que atuam nas lavouras é uma das metas do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira. Nosso objetivo é fazer com que os cacauicultores entendam quais fatores podem prejudicar a lavoura e como o combate às pragas e doenças é fundamental para o crescimento e a revitalização da cultura do cacau em todo o Estado”, disse o gerente regional da Ceplac no Espírito Santo, Paulo Roberto Siqueira.
O instrutor do curso foi o mestre em fitopatologia, Joseli da Silva Tatagiba. Em sua exposição, o professor falou sobre a vassoura-de-bruxa, a podridão-parda, podridão-negra, podridão- vermelha, mal-do-falcão, murcha-de-verticilium e pragas como lagartas, carneirinhos, vaquinhas e formigas. Todas estas pragas e doenças já foram constatadas nas lavouras capixabas e tem forte repercussão econômica onde são encontradas por isto é fundamental sua identificação e combate.
Tatagiba informou sobre como identificar as pragas e doenças e as técnicas de manejo adequado para seus combates. “Identificar as pragas e estar informado sobre quais são suas características e o manejo adequado para a eliminação são fundamentais para manter a lavoura saudável e produtiva” disse Tatagiba.
O presidente da Acal, Guilherme Mosca, afirmou que para os produtores de Cacau é fundamental conhecer todos os riscos a que a cultura cacaueira está exposta. “Além dos problemas já verificados anteriormente nas lavouras, no Espírito Santo, a cultura volta a apresentar problemas que já atingem as lavouras de cacau da Bahia. Perceber estes problemas rapidamente é vital para melhorar nossa produtividade”, finalizou ele.

