ARTIGO – O futuro promissor da agroindústria familiar do Espírito Santo

por admin_ideale

O lançamento, pelo governo estadual do Plano de Desenvolvimento da Agroindústria Familiar e do Empreendedorismo Rural implica em grande avanço para esse segmento econômico, à medida que as normas contidas no programa vão contribuir para dar agilidade ao processo de legalização das agroindústrias familiares existentes no Estado.

Levantamento feito pela Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) aponta a existência de 1500 agroindústrias no Espírito Santo, das quais, menos de 40% encontram-se legalizadas, o que impede a ampliação dos negócios e do mercado.

O setor gera atualmente cerca de 10 mil empregos e entre os produtos ofertados destacam-se café, doces de vários tipos, pães, legumes em conserva, embutidos de carnes defumadas, queijos e derivados de leite, entre outros.

O objetivo do programa é desenvolver a agroindústria familiar e o empreendedorismo rural, ampliar a comercialização com agregação de valor ao produto e a propriedade rural. Uma das vantagens da legalização é a real possibilidade de ampliar a renda da família, através da ampliação do mercado, quando da comercialização dos produtos em outras cidades e estados.

O referido Plano de Desenvolvimento da Agroindústria Familiar será implementado pela Aderes, em parceria com o Idaf, Incaper e Secretarias   Municipais e Estaduais de Agricultura e Saúde e faz parte das ações estabelecidas pelo Governo do Espírito Santo para o desenvolvimento do meio rural.

A agroindústria legal além de proporcionar a valorização, a melhoria de qualidade dos produtos e a ampliação do mercado, propiciará, também, a participação em feiras e eventos estaduais, nacionais e internacionais, divulgando os produtos e as tradições culturais das regiões.

Outro ponto importante é a possibilidade de venda para o Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que são ótimas oportunidades de comercialização nos municípios.

Conforme podemos perceber, são extremamente otimistas as perspectivas da agroindústria familiar, bastando para isso, executar os passos da formalização, que envolve questões sanitárias, ambientais, fiscais e tributárias.

 

Glauber Coelho

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