Na última segunda-feira (4), a ASSUL (Associação dos Sindicatos do Sul de Minas), que congrega cerca de 45 sindicatos do estado, se reuniu na FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) junto a representantes do CNC (Conselho Nacional do Café) e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
Nessa reunião, a pedido do Presidente do CNC, Deputado Silas Brasileiro (PMDB/MG), os cafeicultores decidiram aguardar até o próximo dia 14 para que o governo divulgue um novo pacote de medidas para o setor. Caso isso não ocorra, os agricultores pretendem ir às ruas em uma mobilização para mudar esse problema.
Os cafeicultores afirmam que essa é a pior crise do setor desde 1929 e já ultrapassou todos os limites. “Não só os produtores estão sendo prejudicados, mas também os municípios, estados e toda uma cadeia de produção”, diz o Presidente do Sindicato Rural de Campanha (MG), Romeu Andrade Mendes Filho. Ainda segundo Mendes, na região de Campanha a cafeicultura está abrindo espaço para a diversificação, com o cultivo de frutas, milho, soja e trigo, o que diminui o trabalho da mão de obra.
A reivindicação do setor é que o governo dê condições mínimas para que os produtores consigam se manter na atividade, uma vez que a atual situação está bastante complicada e é necessário, nesse momento, uma política agrícola mais séria, que tenha continuidade, caso contrário os cafeicultores irão se mobilizar.
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