Pecuaristas de Linhares enfrentam dificuldades para compra de milho

por admin_ideale

Os produtores de leite do munícipio de Linhares estão sofrendo com a falta de milho na região. Nos últimos meses, o produto não está sendo encontrado no armazém da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Colatina, e até no comércio local está difícil adquirir. O fato tem deixado pecuaristas preocupados já que o grão é a principal composição na mistura da ração animal que é utilizada na complementação da alimentação das vacas.  

É o caso do produtor Jonas Dadalto. Para alimentação do seu rebanho, Dadalto utiliza aproximadamente 50 sacas mensais. Mas, há quatro meses, ele não está conseguindo retirar mais o milho na Conab. A diferença no preço é significativa para o custo de produção na atividade leiteira. A saca de 60 quilos é comercializada, na média, por R$ 38,00, enquanto pela Conab, entidade federal, o produtor paga cerca de R$ 25,00. “Fica pesado para o produtor. Precisei buscar em outros estados”, afirma Dadalto.

O assunto foi tema de pronunciamento do deputado federal Paulo Foletto  na tribuna da Câmara Federal na última quinta-feira (26). Na ocasião, o parlamentar reclamou da falta de milho na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de Colatina, e pediu providências aos ministérios do Planejamento e o da Agricultura.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Linhares e Região (APL), Cirilo Pandini Júnior, a situação dificulta o trabalho diário do produtor de leite da região. “Com excesso de milho na região centro-oeste do país que está com dificuldade para escoar a produção, aqui estamos sem o grão há quatro meses. Isso está prejudicando a alimentação dos animais e, consequentemente, o resultado na produção de leite”, afirma Pandini.

Em nota, a Conab informa que o desabastecimento de setembro se deve ao contingenciamento de recursos de orçamento de todos os órgãos do governo pelo Ministério do Planejamento.  Com relação ao período anterior, de acordo com a Conab, havia milho disponível mas não em quantidades suficientes para atender a crescente demanda em todos os estados atingidos pela seca. O órgão informou ainda que aguarda liberação de recursos pelo governo federal para anunciar novas liberações.

 

Redação Campo Vivo

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