O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou por dois anos, em caráter emergencial, o uso de agroquímico à base de fosfina (fosfeto de alumínio) em madeira para exportação. A medida, publicada no Diário Oficial da União no último dia 23, vai beneficiar principalmente os pequenos e médios silvicultores do sul do país, devido à proximidade dos portos de Santa Catarina (Itajaí, Navegantes, Itapoá e São Francisco do Sul) e do Rio Grande do Sul (Rio Grande).
O Brasil tem potencial para atender à demanda mundial de madeira em tora, cujos volumes podem superar 50 mil toneladas mensais. A China é nosso maior importador e a proteção fitossanitária do produto embarcado não apenas atende a uma exigência dos chineses como garante a qualidade do produto brasileiro até o desembarque.
Hoje, a demanda da China é da ordem de 22 milhões de toneladas/ano, que correspondem a cerca de US$ 3 bilhões importados. Com a expansão estrutural da área rural chinesa, no entanto, a estimativa é de que a demanda tenha um crescimento anual de 10% ao longo dos próximos dez anos.
A madeira em tora produzida e ofertada pelo Brasil já atende todos os requisitos referentes às medidas, especificações e qualidade de produto, principalmente aqueles exigidos pela China e Índia, conforme atesta Nota Técnica elaborada pela Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA e enviada ao Mapa.
A fosfina é um produto já regulamentado para tratamento fitossanitário com fins quarentenários em porões de navios e contêineres de diversas culturas agrícolas, tais como: algodão, amendoim, arroz, aveia, cacau, café, cevada, feijão, fumo, milho, soja, sorgo, trigo.

