O estande do Governo do Espírito Santo, que conta com a participação da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), é um dos mais movimentados da Semana Internacional de Café em Belo Horizonte, Minas Gerais. Pudera. O Espírito Santo é um dos únicos expositores a servir café conilon aos visitantes do evento.
O barista Léo Moço, que comanda a cafeteria capixaba, explica: “O conilon aumenta a percepção de doce do arábica. O arábica é complexo, muito ácido, o brasileiro não gosta. O conilon ajusta o paladar para agradar este público”, explicou.
Para o exportador holandês Serge Kraker, “o segredo do negócio é conhecer o cliente que está no balcão. Os turcos e os gregos vão adorar” disse após apreciar uma xícara de café 100% conilon. “Eu tinha preconceito. Não conhecia o conilon. Tinha um conceito antigo de que ele não se toma, não se encontra… Estou felicíssima”, disse Lidiane Santos, barista do Recife.
Não apenas os especialistas se encantam com o robusta capixaba. Depois de participarem de uma palestra sobre os benefícios do café para a saúde, as guias de turismo mineiras Ana Nunes e Desirée Dias descobriram que o conilon possui mais antioxidantes que o arábica. E não perderam tempo: foram em busca do estande do Espírito Santo para conhecer mais a respeito. “Trabalhamos com turismo, levamos visitantes para conhecerem as lavouras de café. Muita gente pergunta sobre o conilon, e nós viemos aprender sobre ele para passar informações adequadas aos turistas”, disseram unânimes.
Um grupo da Venezuela interessado em comercializar o café capixaba foi à sala de degustação, apreciar as qualidades do conilon. “É o momento de fechar negócio, de apresentar o conilon capixaba ao público internacional”, disse Arthur Fiorot, da Conilon Brasil.
Juliana Esteves

