Cerca de 60 agricultores integram o curso. A produtora Renilda Mateus Gomes, de 31 anos, conta que espera ansiosa pelo início das aulas. “Vai ser uma oportunidade de crescimento para mim. Meu pai trabalha na roça e a gente ajuda um pouco, mas vive da renda dele. Aprendendo esse ofício vou poder ajudar mais e ter meu dinheiro”, comenta.
A turma é a quinta que começa no Espírito Santo este ano e de acordo com o delegado federal do MDA no estado, Josean Vieira, as aulas de confecção de doces e conservas serão ministradas por profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
“É uma área do Pronatec Campo que dá oportunidade para os agricultores melhorarem a forma de agregar valor aos produtos in natura. Essa modalidade acaba dando melhores condições para armazenarem os produtos, escolherem o melhor momento para a venda e agrega valor abrindo mercado para o Pnae, PAA e, também, para venda direta ao consumidor”, afirma Josean, destacando a comercialização dos produtos para os programas federais de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA).
Demanda
De acordo com o coordenador do Pronatec Campo do Senar, Fabrício Gobbo Ferreira, a demanda do curso foi criada pelo próprio município. “São agricultores familiares interessados em produzir e preparar doces e conservas para a comercialização. Então, vamos mandar uma engenheira de alimentos que vai ficar responsável por ministrar as aulas. Nós vamos entrar com todos os materiais de consumo e o que for necessário para fazer esse curso com qualidade”, explica.
O curso está previsto para terminar em dois meses e as aulas serão ministradas em 200 horas, sendo 40 horas para a parte de gestão e 160 destinadas a ensino do preparo dos doces. “A parte de gestão é para que essas pessoas tenham conhecimento de como abrir e gerir seu negócio em questão de legalização dessa atividade”, esclarece Fabrício.

