O professor José Luiz Tejon Megido foi direto em sua avaliação sobre como o setor rural deve mudar sua forma de comunicar: “Líderes do Agronegócio: Parem de falar mal do cidadão urbano. Ele não é tolo, e não pode ser tratado assim. Ele sabe de onde vem a comida, o que é etanol, que há tecnologia no campo, por exemplo. É preciso aprender a se comunicar”.
Tejon participou na tarde deste sábado (24.08) do seminário “O Valor do Agronegócio no Brasil”, promovido pelo jornal Zero Hora e pela Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul) na 36ª Expointer. No evento, ele lembrou que o setor movimenta algo em torno de R$ 1 trilhão do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mas que é preciso saber transmitir essa relevância ao público.
“O Agronegócio é muito dependente das ações governamentais, e sofre com a falta de agilidade. A moeda do político é o voto, e as demandas urbanas são muitas. Por isso precisa saber disputar a atenção dos políticos, mostrar sua relevância. As manifestações que ocorreram no País mostram que há uma disputa de reinvindicações”, analisou o professor.
José Luiz Tejon Megido foi além e apontou a necessidade do Agronegócio alterar sua percepção de relevância na sociedade. “Você pode ter muito valor, mas não te darem todo esse valor. Ou vice-versa – é uma questão de percepção. Precisa de atitudes de negociação diferentes do que vem fazendo até agora”, alertou o especialista.
Leonardo Gottems – Agrolink

