Até 31 de julho do ano passado, a Safras havia registrado vendas 28 por cento da colheita anterior. Na média de cinco anos para esta época, o volume que ficou em 33 por cento.
Em relação à estimativa realizada no final de junho, os negócios avançaram 8 pontos percentuais.
Segundo a consultoria, as vendas da nova safra estão mais ativas para o café remanescente da safra anterior.
"O mercado de café segue com freio de mão puxado e vendas direcionadas, especialmente, para o café remanescente da safra 2012. E isso deve se intensificar após o anúncio do socorro do governo", disse o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach.
Na semana passada, o governo anunciou uma série de medidas de apoio aos cafeicultores brasileiros, que enfrentam preços internacionais perto da mínima de quatro anos. Entre os mecanismos anunciados, está a oferta de contratos de opção de venda, a preços bem acima dos praticados atualmente no mercado, em um volume de 3 milhões de sacas.
Segundo a Safras, o mês de julho teve maior volume de negócios do que o mês anterior devido à especulação climática, com o risco de geada no fim do mês e com a alta do dólar que melhorou o resultado das vendas, em real.
"Mesmo assim, o patamar de negociação continua bem aquém de igual época do ano passado e ainda mais abaixo se a comparação for a referência média dos últimos anos", disse Barabach, em nota.
Já foram comercializadas 11,33 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de Safras de uma safra brasileira 2013/14 de 52,9 milhões de sacas.

