O novo presidente da Câmara Setorial do Cacau, Guilherme Moura, discutiu estratégias para o futuro da cacauicultura nesta semana, em Brasília, em reunião na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).De acordo com ele, é necessário discutir ações específicas a partir da definição, pela primeira vez na história, de um preço mínimo para o cacau que deve ser anunciado oficialmente em breve. “Precisamos estabelecer estratégias de implementação desse apoio que atendam particularidades do setor”, afirmou Guilherme referindo-se ao anuncio do preço mínino de R$ 75 a arroba do cacau, feito pela Presidenta Dilma Rousseff durante o lançamento do Plano Safra Semiárido, no dia 4 de julho, em Salvador.
Outra questão que deve ser planejada refere-se ao aumento da produção brasileira de cacau. O país já foi um dos maiores produtores mundiais do produto e sofreu, no final da década de 1990, com a praga conhecida como vassoura-de-bruxa. Com a recuperação atual da economia cacaueira, novas medidas devem ser planejadas. "Precisamos pensar em novas estratégias para esse novo cenário, de que o Brasil voltará a ser um exportador do produto", destacou Guilherme Moura.
O crescimento produtivo nas lavouras de cacau deverá ser constante nos próximos anos. Um dos motivos são as novas tecnologias utilizadas nessas plantações. Em junho deste ano, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira lançou o Tricovab, primeiro biofungicida biológico para a cultura e age no combate à vassoura-de-bruxa. Em um primeiro momento, o produto será utilizado em 640 propriedades (dois hectares por fazenda) em 30 municípios baianos.
Novo presidente
Guilherme Moura foi nomeado em julho como presidente da Câmara Setorial do Cacau. Baiano, Moura é produtor de cacau e vice-presidente de Desenvolvimento Agropecuário da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb).

