Indústria de aguardente é tema na Comissão de Agricultura

por admin_ideale
A realidade da indústria de aguardente no Estado do Espírito Santo foi tema de reunião da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa (Ales). Representantes do setor reclamaram dos altos impostos que incidem sobre a produção capixaba e acabam favorecendo a entrada de produtos irregulares no mercado. “O setor tem passado por uma fase difícil. A invasão de produtos clandestinos tem pesado no nosso orçamento”, desabafou o produtor Valdecir Pinto César.
 
O assessor jurídico e contábil da Associação Capixaba dos Produtores e Engarrafadores de Aguardente de Qualidade (Acapeq), Adélio Gonzaga, concorda. “Hoje, é muito mais vantajoso comprar a cachaça vinda do Rio, Minas e São Paulo, engarrafar e vender”, exemplificou.
 
A indústria de aguardente é responsável pela geração de muitos empregos diretos e indiretos no Estado. Segundo o diretor da Associação Capixaba dos Produtores e Engarrafadores de Aguardente de Qualidade (Acapeq), Marcos Chequer, o setor gera três mil empregos diretos, além dos serviços indiretos, como gráficas e produção de garrafas. 
 
Os deputados da Comissão de Agricultura afirmaram que será realizada uma reunião com o secretário de Estado da Fazenda, Maurício Duque, para discutir a questão tributária. O encontro acontecerá na primeira quinzena de maio.
 
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Na reunião, o deputado Glauber Coelho (PR) comunicou também que, na próxima segunda-feira (29), os membros da comissão e produtores se reunirão com o diretor-técnico do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Eduardo Chagas, para discutir a questão do transporte de frangos vivos e dos abatedouros clandestinos do Estado.
 
 
Ales

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