Em três décadas, peso médio do frango abatido aumentou quase 50%

por admin_ideale

 

Dados
do IBGE relativos ao abate inspecionado de frangos (número de cabeças abatidas
e volume de carne delas decorrente) apontam que nas três décadas decorridas
entre 1982 e 2012 o peso médio do frango aumentou perto de 50%. O detalhe a
destacar, aí, é que esse aumento foi conquistado paulatinamente, graças ao
melhoramento genético e à adoção de sempre renovadas técnicas de produção – ou
seja, naturalmente, e não por meios artificiais, como alguns desconhecedores do
setor ainda insinuam.

O interessante é que a curva de evolução do peso médio do frango também mostra
a eficiência com que a atividade responde aos desafios enfrentados, da mesma
forma que serve para indicar situações pontuais de mercado, favoráveis ou
desfavoráveis ao setor.

Por exemplo, em meados dos anos 1990 a evolução do peso já dava sinais de
esgotamento, registrando-se inclusive alguns recuos anuais (1993, 1994). Mas
logo a seguir (1997) há um grande salto no peso médio. É quando o melhoramento
genético desenvolve um novo conceito e passa a introduzir no mercado
(mundialmente) as atuais linhagens de conformação, mais precoces e com maior
produção de carne.

Quase dez anos depois, em 2006, observou-se outro salto no peso médio, mais
modesto que o anterior. Mas este foi determinado pelas condições de mercado
observadas naquela ocasião. Ou seja: com a crise da Influenza Aviária no
Hemisfério Norte, caíram as exportações de frango e formaram-se grandes
estoques internos. Sem mercado, grande parte da produção ficou estocada, viva,
nas granjas. Daí o peso médio ligeiramente maior daquele exercício.

Em oposição a esse aumento, três anos depois, em 2009, cai o peso médio do
frango. Foi a resposta (rápida) da avicultura à crise econômica mundial
iniciada em 2008. Neste caso, sem mercado (externo e interno), o setor pisou no
freio e reduziu o ritmo de produção. O resultado foi uma oferta bem mais
ajustada à demanda, a ponto de solicitar a antecipação dos abates. Daí o peso
médio ligeiramente inferior ao do ano anterior.

A capacidade de produção instalada para 2013 (segundo todos os indicadores,
significativamente menor que a do ano passado) sugere, para o corrente
exercício, melhor adequação da oferta à demanda e, por decorrência, um peso
médio novamente inferior ao do ano anterior.

Isto, entretanto, só se concretizará se o setor não recorrer a métodos
alternativos de aumento da produção, como a extensão no tempo dos lotes de
matrizes em criação ou a realização de muda forçada nessas matrizes.

 

 

 

Avisite

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