Mercado internacional avilta os preços do grão arábica

por admin_ideale

 

Para
o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva,
a queda nos preços está atrelada a vários fatores que vão desde a substituição
do tipo arábica pelo conillon, que tem preços mais competitivos, até a alta
tributação sobre o produto nos principais mercados consumidores do café
brasileiro, principalmente na União Europeia e nos Estados Unidos.

Além disso, o subsídio concedido a países produtores, como a Colômbia, para
combater o narcotráfico, também interfere na comercialização do grão brasileiro
no mercado mundial.

Com os preços abaixo dos custos de produção, o endividamento dos cafeicultores
é crescente, o que poderá provocar a retração nos investimentos e, caso a
situação persista, poderá ocorrer até mesmo queda no volume produzido.

De acordo com Robério Silva, o principal problema causado pelos baixos preços
pagos pelo café arábica é o comprometimento da sustentabilidade da economia
cafeeira. “A grande preocupação de todo setor é que o café arábica, que
tem a maior qualidade, sofra com a redução dos tratos culturais, e o receio
ainda maior é que ocorra redução da safra”.

Mercado – Em relação ao mercado, a tendência é que devido à valorização dos
preços do conillon, a demanda pelo arábica, que está com preços em queda, seja
retomada. Porém, não existe perspectiva em relação a quando isso irá se
concretizar.

“Não temos problema com o café conillon, o que temos é uma grave queda nos
preços do café arábica. A expectativa é que na medida em que aumenta a
diferença entre os preços do arábica e do conillon, haverá diminuição da
arbitragem entre os preços de Nova York e os de Londres. Isso, naturalmente,
vai levar a uma substituição do café conillon, que está ficando relativamente
caro devido ao aumento da demanda. Portanto irá retomar não só a demanda, como
os preços do arábica. Não vou precisar quando isso irá acontecer mas o mercado
vai se ajustar. O arábica está muito barato em relação ao robusta”, disse.

Minas Gerais, que é o maior produtor do país, registra quedas significativas no
faturamento gerado com os embarques do grão. No primeiro bimestre deste ano, a
receita gerada com as negociações do grão recuou 27,17%, somando US$ 561
milhões contra os US$ 770 milhões registrados no primeiro bimestre de 2012. No
período, foram exportadas 169,2 mil toneladas, volume que ficou 6,96% superior
quando comparado com as 158 mil toneladas enviadas anteriormente.

Ao longo de 2012, a receita gerada pelo embarque do café recuou 34,05%, ficando
em US$ 3,7 bilhões, frente aos US$ 5,8 bilhões faturados em 2011. Em relação ao
volume, a queda acumulada no período foi de 21,38%, com 953 mil toneladas
exportadas.

Mesmo com a queda, no ano passado, as exportações do café mineiro responderam
por 48% dos embarques totais do agronegócio e ficou em segundo lugar na pauta
exportadora de Minas Gerais, perdendo apenas para o minério de ferro. A
preocupação de todo setor é que o café arábica, que tem a maior qualidade, sofra
com a redução dos tratos culturais, e o receio ainda maior é que ocorra redução
da safra.

 

 

 

 

Diário do Comércio

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar