Discutir
os problemas enfrentados pelos agricultores de base familiar que vendem seus
produtos na feira livre de Sooretama e propor soluções. Este foi o objetivo do
diagnóstico rural participativo organizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa,
Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
“Organizar a feira livre de Sooretama significa atrair mais produtores rurais
para comercializar seus produtos naquele espaço, e também atrair mais
consumidores para o local”, disse Lucas Calazans Santos, chefe do Escritório
Local de Desenvolvimento Rural do Incaper em Sooretama.
Ao todo, 28 agricultores de base familiar comercializam seus produtos
diretamente aos consumidores. A feira livre de Sooretama é realizada todo
sábado pela manhã, e oferece produtos como legumes, frutas e hortaliças, além
de pães, bolos e biscoitos caseiros, peixes e carnes.
Algumas ações simples podem ser implementadas para melhorar a comercialização
destes produtos. Para isso, verificou-se a necessidade de envolver o Projeto de
Estruturação e Fortalecimento dos Setores Produtivos da Agricultura Familiar do
Norte do Espírito Santo (Tecsocial). “Três representantes dos feirantes foram
designados para acompanhar as reuniões periodicamente, e contribuir na
implantação destas ações”, complementou Lucas Calazans.
A limpeza do local onde é realizada a feira, a interdição da rua para o tráfego
de veículos, a elaboração de um regimento interno e a legalização da feira,
transformando-a em uma entidade civil organizada, são alguns dos pontos a serem
observados. Para solucionar alguns destes entraves, será necessária a
participação de outras organizações, como a Prefeitura Municipal de Sooretama,
que também esteve representada no encontro.
A realização do diagnóstico rural participativo para debater a situação da
feira livre de Sooretama faz parte do Planejamento Anual de Assistência Técnica
e Extensão Rural (Pater). Além disso, está alinhada aos projetos estratégicos
do Incaper, uma vez que propõe o desenvolvimento sócio econômico do meio rural,
a estruturação da comercialização, contribuindo com acesso às políticas
públicas e ao mercado, além de contribuir com a segurança alimentar e a
qualidade dos alimentos.
Juliana Esteves

