O
cafeicultor Joselino Meneguete, do município de Brejetuba, foi o grande
vencedor do 12º Prêmio de Qualidade dos Cafés Arábica das Montanhas do Espírito
Santo, realizado em parceria pela Secretaria de Estado da Agricultura,
Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Instituto Capixaba de Pesquisa,
Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Cooperativa dos Cafeicultores
das Montanhas do Espírito Santo (Pronova). A segunda colocação ficou
com Paulo Francisco Uhl, de Marechal Floriano, que também embolsou uma
premiação de R$ 10 mil.
O
lote produzido por Joselino Meneguete obteve a melhor nota entre as 500
amostras inscritas, provenientes de 300 propriedades rurais de 15 municípios
capixabas. Como prêmio, ele levou para casa R$ 10 mil e uma motocicleta 0Km.
“Foi um trabalho simples e significativo que valeu a pena! O auxílio dos
técnicos do Incaper foram fundamentais para conseguirmos um produto de
qualidade, com eles também aprendemos quais as melhores condições ambientais
também fazem parte da pontuação do concurso. Foi uma grata surpresa para mim
vencer esse prêmio”, comemorou Joselino após receber a premiação.
O
anúncio, realizado na noite deste sábado (09), em Venda Nova do Imigrante,
contou com as presenças do governador Renato Casagrande, do vice-governador
Givaldo Vieira, do secretário de Estado da Agricultura Enio Bergoli, do
presidente do Incaper Evair Vieira de Melo, do presidente da Pronova Pedro
Carnielli, dos prefeitos de Venda Nova do Imigrante Dalton Perim, de Domingos
Martins Carlinhos Borboleta e de Marechal Floriano Lidiney Gobbi, de
outras autoridades, empresários, técnicos e produtores rurais.
O
governador Renato Casagrande destacou o grande apoio que o Governo tem dado ao
produtor para fortalecer o setor. “O café da região das montanhas capixabas é o
melhor do mundo. Temos como exemplo diversos compradores dos nossos cafés que
são da Ásia e África. E é por isso que o Governo permanecerá investindo e
auxiliando a qualificação desse segmento, pois o café é um instrumento de grande
riqueza para o meio rural”.
Já
o secretário da Agricultura, Enio Bergoli, apontou que a qualidade é um caminho
sem volta no Espírito Santo. “Esse é um ponto que é determinante para a
permanência no mercado, além de remunerar melhor os nossos produtores. O
consumo de cafés especiais cresce a cada dia e todos os esforços dos produtores
das Montanhas do Espírito Santos têm conquistado seu espaço”, frisou.
Além
da premiação conquistada pelos 10 primeiros colocados, os 32 cafeicultores
finalistas do prêmio receberam um ágio mínimo de R$ 60, acima do valor de
mercado, por saca de café comercializada. Ao todo foram comercializadas 600
sacas.
“Esse
evento consolida uma história de sucesso dos cafés arábica das montanhas. Os
produtores aceitaram o desafio há 12 anos para trabalhar com o conceito da
qualidade dos grãos, além disso, com visão de sustentabilidade. Hoje temos um
café mais saboroso, que está consolidado e apreciado no mundo”, afirmou o
diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.
Para
o presidente da Pronova, Pedro Carnielli, os produtores estão de parabéns pelos
produtos apresentados. “O que vimos aqui foram cafés de excelente qualidade,
uma bebida fina. A cada ano estamos dando um passo a frente e nos consolidando
cada vez mais”, disse.
O
prêmio tem por objetivo reconhecer os melhores produtores de cafés da variedade
arábica produzidos de forma sustentável nas montanhas capixabas, e
incentivá-los na busca constante da melhoria da qualidade, o que garante
mercado e melhor remuneração do produto.
Os
vencedores foram os melhores avaliados nos aspectos observados pela
organização, que levaram em conta as condições socioambientais das propriedades
onde o café é produzido, a rastreabilidade do café, o uso de fertilizantes e
defensivos, a gestão do solo, a colheita e pós-colheita, meio ambiente e
conservação, a gestão de resíduos e a saúde e a segurança do trabalhador e a
avaliação sensorial, ou seja, à qualidade do café apresentado nas amostras.
Classificação Final
Nome – média final – município – prêmio
1º
lugar – Joselino Meneguete – 93,20 – Brejetuba – R$ 10.000,00 e uma moto
2º
lugar – Paulo Francisco Uhl – 91,50 – Marechal Floriano – R$ 10.000,00
3º
lugar – Alcideo Busato – 91,12 – Marechal Floriano – R$ 7.000,00
4º
lugar – Antonio Mario Krohling – 91,10 – Marechal Floriano – R$ 3.000,00
5º
lugar – Genildo Benicá – 90,40 – Castelo – R$ 2.000,00
6º
lugar – Cesar Abel Krohling – 89,85 – Marechal Floriano – R$ 1.000,00
7º
lugar – Elio Uliana – 89,60 – Brejetuba – R$ 1.000,00
8º
lugar – Manoel Protazio de Abreu – 89,23 – Dores do Rio Preto – R$ 1.000,00
9º
lugar – Josane Souza Lima Bissoli – 88,50 – Afonso Cláudio – R$ 1.000,00
10º
lugar – Onofre Alves de Lacerda – 87,90 – Dores do Rio Preto – R$ 1.000,00
Café Arábica no Espírito Santo
O
café arábica é plantado em 49 municípios, em regiões frias, em altitudes
superiores a 500 metros. Os maiores produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem
Alta, Ibatiba, Afonso Cláudio, Irupi e Muniz Freire, cuja produção de cada
município é superior a 120 mil sacas por ano. Muitos cafeicultores desses
locais alcançam rendimentos superiores a 40 sacas beneficiadas/ha, enquanto que
a produtividade média é de 16 sacas/ha.
Eduardo Brinco

