Estamos fazendo tudo para diminuir os efeitos da seca, diz Dilma

por admin_ideale

 

Em
entrevista a rádios da Paraíba nesta terça-feira (5), a presidenta Dilma
Rousseff detalhou as ações do governo federal para minimizar os efeitos nocivos
da seca no Semiárido Nordestino. Entre as medidas, a presidenta citou a maior
operação de carros-pipa da história, a venda de milho a preços subsidiados, a
construção e reforma de poços e cisternas e a prorrogação de benefícios como o
Bolsa Estiagem e o seguro Garantia Safra.

“A cisterna é fundamental para combater a seca. Nunca, nenhum governo instalou
essa quantidade em um ano. Só na Paraíba vamos instalar mais de 40 mil, e vamos
cumprir a nossa meta até 2013, que é de 750 mil. (…) E também estamos
recuperando poços. Para essa ação já transferimos mais de R$ 60 milhões. (…) E,
para proteger o pequeno produtor rural, criamos o Bolsa Estiagem, que foi
prorrogado e agora chega a nove parcelas. Hoje, são 881 mil famílias em todo o
Nordeste recebendo o benefício”, explicou Dilma.

A presidenta ainda destacou que todas as medidas emergenciais continuarão a ser
prorrogadas, dependendo das condições climáticas. É o caso da venda de milho a
preços subsidiados, que já comercializou 311 mil toneladas do grão e agora vai
até 31 de maio. Dilma também falou da linha de crédito emergencial para evitar
que as economias locais ficassem paralisadas pelos efeitos da seca. Foram
disponibilizados R$ 2 bilhões para atender não só agricultores, mas também a
produção e o comércio.

Outros programas

Segundo a presidenta, outras iniciativas do governo federal como o Programa de
Aquisição de Alimentos (PAA) e o Bolsa Família também colaboram no combate aos
efeitos nocivos da seca. Com o PAA, a comercialização da produção dos pequenos
agricultores é parte do Plano Safra da Agricultura Familiar e foi alvo de R$ 1
bilhão em investimentos em 2012. Já a medida dos Plano Brasil Miséria que
totalizou a retirada de 22 milhões de brasileiros da pobreza extrema foi
adiantada para ajudar no combate aos efeitos da estiagem.

“O PAA compra do agricultor tudo o que ele produziu e coloca no comércio ou
pega a população em situação de fragilidade alimentar e dá através da
prefeitura. E também usa na alimentação escolar, na merenda. Com isso, a gente
garante que ele tenha condições de produzir. No programa, gastamos na compra de
alimentos R$ 1 bilhão, e isso faz parte do Plano Safra da Agricultura Familiar,
que tem R$ 18 bilhões a cada safra. Também, através dos ministérios do
Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social, nós estamos fortalecendo a
assistência técnica, com sementes adaptadas ao clima”, afirmou.

 

 

 

Blog do Planalto

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