Os
preços do café robusta subiram em janeiro. Segundo colaboradores do Cepea,
vendedores seguem retraídos, na expectativa de preços ainda maiores. O
Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$
267,21/saca de 60 kg em janeiro, 4,1% superior à de dezembro de 2012. O tipo
7/8 bica corrida teve média de R$ 261,18/saca, valor 4,4% maior que o de
dezembro – ambos a retirar no Espírito Santo. Na Bolsa de Londres (Euronext
Liffe), o contrato de robusta com vencimento em março fechou no dia 31 de
janeiro a US$ 2009,0/tonelada, alta de 1% comparado ao primeiro dia útil do
mês.
Demanda
interna firme valoriza robusta e limita exportação – Com a demanda mais
firme, os valores do café robusta reagiram em janeiro. Apesar disso, os atuais
patamares ainda estão abaixo dos verificados no mesmo mês de 2012, quando
atingiam recordes. A maior procura foi observada pelo tipo 7/8 bica corrida,
que é destinado basicamente ao mercado interno.
A
alta do preço do robusta do Espírito Santo só não foi maior porque o volume
produzido na safra 2012/13 foi grande. Nos últimos meses, o movimento de alta
nos preços dessa variedade tem superado o do arábica, reduzindo, assim, o
diferencial entre os preços. Mesmo com o estreitamento do diferencial, a
tendência é que a demanda interna pelo robusta continue firme, visto que tem
havido gradativo aumento da participação da variedade nos blends de café
torrado e moído.
Segundo
informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), os blends
brasileiros apresentariam, hoje, de 40% a 50% de robusta em sua composição,
sendo que há 15 anos essa participação era de 20%. Conforme agentes consultados
pelo Cepea, trata-se de uma estratégia das indústrias brasileiras para reduzir
o custo do produto final – estratégia que se consolidou e ganhou destaque com a
valorização do café arábica a partir de 2011.
Em
Rondônia, porém, as cotações não apresentaram valorização em janeiro/13 quando
comparadas a dezembro/12, seguindo abaixo dos valores do início do ano passado.
A saca de 60 quilos de grãos com até 400 defeitos foi negociada em média a R$
245,42 em janeiro/13, enquanto que, há um ano, era comercializada a
aproximadamente R$ 270,00.
O
interesse de grandes torrefadores pelos grãos de Rondônia permaneceu reduzido,
visto que a qualidade é inferior à do café capixaba, além do maior gasto com
frete. De acordo com colaboradores do Cepea, os preços firmes do robusta no
físico brasileiro têm até mesmo limitado as exportações desse tipo.
No
âmbito internacional, os patamares oferecidos estariam consideravelmente
inferiores aos negociados no mercado doméstico. Além disso, a demanda externa
pelo produto nacional estaria um pouco retraída desde outubro de 2012, quando
se iniciou a colheita no Vietnã. O principal motivo da maior procura pelo
robusta do Vietnã em detrimento do brasileiro é que o café daquele país geralmente
apresenta preços menores. Em dezembro, por exemplo, segundo dados do Cecafé
(Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), o preço médio do robusta
brasileiro exportado foi de US$ 124,41/saca de 60 kg, enquanto o vietnamita
teve média de US$ 121,47/sc de 60 kg.
Cepea
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