Pecuaristas
terão em breve um novo sistema de indução a reprodução disponível no
mercado. Testado na Suíça, consiste na implantação de um sensor
na genitália do animal que mede a temperatura e movimento. Quando a
vaca está no cio, não só a temperatura sobe, como ela
movimenta-se menos. A conjugação dos dois estímulos faz gerar um
sinal, que é transmitido ao chip, que é fixo no pescoço da femêa. Este,
por sua vez, envia um SMS ao celular do criador.
Com
isso não será mais necessário fazer exames para descobrir se as vacas
estão em seu período fértil e podem reproduzir, garantindo maior
rentabilidade na pecuária de corte e leiteira.
Atualmente,
segundo o doutor em reprodução animal José Carlos de Almeida Sabino Feo,
também diretor acadêmico do Instituto Qualittas, a ferramenta mais
utilizada é a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Ela consiste no
tratamento hormonal que é capaz de induzir uma ovulação fértil nas vacas,
em dia e hora determinado, reduzindo o período ocioso das fêmeas, em
que não estão prenhas. Com isso a média de intervalo entre partos
da granja leiteira é reduzida, atingindo ou chegando próximo da condição
ideal, que seria uma média de intervalo entre partos de 12 meses.
Apesar do funcionamento diferenciado, que ao invés de estimular indica o
período fértil do rebanho, o novo sistema despertou interesse no Brasil antes
mesmo de chegar ao mercado.
Michele
Luz, gerente de negócios da Zenvia, empresa líder em mobilidade corporativa no
país, afirma que o SMS está cada vez mais ganhando espaço devido à sua
assertividade e agilidade, além do baixo custo, que o torna de
fácil acesso a todos os ramos de atividade. “Setores
primários da tecnologia como agricultura e pecuária tem nos
procurado cada vez mais com a intenção de utilizar o SMS para
melhorar seus processos. Toda a tecnologia ajuda a preencher uma
lacuna em algum setor de negócio”.
Assim
como em vários outros segmentos, a gerente também acredita na redução dos
custos na atividade pecuária. “As empresas buscam um meio econômico e eficaz de
fazer uma comunicação sem barreiras, no qual a informação chega de forma
rápida e direta na mão do usuário. Isso está ocorrendo na pecuária”.
Esta é uma das preocupações levantadas pelo doutor José Carlos de Almeida
Sabino Feo. Na opinião dele, o uso requer compatibilidade econômica em
relação ao tipo de exploração pecuária, já que as técnicas existentes hoje são
baratas e atendem o momento social rural e econômico do país. “São muitas as
possibilidades tecnológicas da biomedicina aliada às mídias e celulares. O
que nos parece excesso tecnológico versus retorno econômico, variável nas
diferentes economias, trata-se do inexorável avanço da biotecnologia da
reprodução”.
As características dos rebanhos brasileiros também podem dificultar o uso da
nova tecnologia. “Acaba sendo ousado para as nossas condições, onde a
pecuária é predominantemente extensiva, temos grandes rebanhos, baixa
remuneração do leite e carne, e ainda mão de obra desqualificada”.
Gazeta Digital
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