O
bom nível de produtividade e a regularidade do ritmo da colheita aumentaram a
oferta de milho e provocaram a queda do preço do grão no mercado interno em
janeiro. Em Tupanciretã (RS), a saca de 60 quilos do cereal foi comercializada
a R$ 33, queda de 6,3% em relação a dezembro. Em Rio Verde (GO), o recuo
observado foi de 5,5% no mês passado na comparação com o mês anterior, segundo
o boletim Custos e Preços, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA). A entidade ressalta, no entanto, que a tendência é de que o produtor
segure o ritmo de comercialização do grão neste período de colheita, aguardando
o melhor momento para vender sua safra e provocar uma reação dos preços.
No mercado internacional, as cotações do grão também foram influenciadas
negativamente, diante da estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA, sigla em inglês) de redução das exportações norte-americanas do
milho em fevereiro, de 4,2%, em razão do ritmo lento de venda e da concorrência
com o produto brasileiro. No entanto, avalia o boletim, acredita-se em
valorização futura desta commodity devido à estiagem na Argentina. O estudo
registrou, também, novo movimento de queda nos preços da soja em janeiro,
provocada pelo avanço da colheita nas principais regiões produtoras. Em Sorriso
(MT), a retração foi de 21,9% na comparação com dezembro. Apesar do recuo, os
preços da oleaginosa estão, em média, 32% superiores aos valores observados em
janeiro de 2012.
Para o algodão, houve valorização média de 8,2% nos preços na fibra, o que foi
observado em Luís Eduardo Magalhães (BA) e Campo Verde (MT). Segundo análise da
CNA, houve aumento de demanda por parte da indústria têxtil, o que proporcionou
maior sustentação às cotações da fibra. Em relação ao café, apesar da ligeira
valorização do preço do grão, em janeiro, para algumas regiões, os valores
registrados são bem inferiores em relação ao mesmo período do ano passado. Em
Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço da saca caiu 32,1% em um ano. O boletim
apontou, ainda, queda nos preços do leite, em razão da ocorrência de chuvas nas
principais bacias leiteiras, acelerando o desenvolvimento das pastagens, o que
resultou em aumento de oferta e elevação do nível de captação do produto pelas
indústrias.
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