Miguel
Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível (PBio), não estava presente
entre os diretores da estatal, nesta quarta-feira, na divulgação dos resultados
financeiros do quarto trimestre de 2012 e de todo o ano passado. A atual
presidente, Graça Foster, também não deu muita atenção, em sua apresentação, ao
prejuízo crescente da subsidiária que cuida dos negócios de etanol e biodiesel.
O destaque da coletiva com a imprensa foi o resultado geral da companhia, que
apresentou queda de 36% no rendimento de 2011 para 2012. Para a PBio o ano
terminou com uma perda recorde: R$ 218 milhões, 39% maior do que o registrado
em 2011.
Esse
foi o quarto ano seguido que as contas da PBio fecham o ano no vermelho. Para
tornar a situação ainda mais grave, os maus resultados da subsidiária têm sido
crescentes (veja gráfico). Desde 2009, as perdas mais que dobraram.
A
origem deste prejuízo está mais relacionada com etanol do que com biodiesel. A
estatal informa que o impacto maior no saldo negativo de R$ 218 milhões foi
causado pelas perdas em “investidas do setor de etanol, além do aumento
das despesas com pesquisa e desenvolvimento”. De acordo com o balanço
anual estas despesas com pesquisa e desenvolvimento foram de R$ 67 milhões.
As
vendas dos produtos, que incluem etanol e biodiesel, somaram R$ 50 milhões de
prejuízo. Enquanto foram gastos R$ 945 milhões para serem fabricados, o preço
de venda gerou apenas R$ 895 milhões. Este resultado indica que até PBio sentiu
o impacto da falta de reajuste no preço da gasolina.
Lado bom
Há
pelo menos um ponto positivo. Comparando os resultados do quarto e do terceiro
trimestres do ano, houve uma melhora considerável. No último trimestre do ano
passado, o prejuízo foi de R$ 17 milhões – bem melhor que os R$ 44 milhões
perdidos no 3º trimestre de 2012 ou dos R$ 40 milhões negativos do 4º trimestre
de 2011.
As
vendas da subsidiária também deram um salto. Em 2011, a PBio faturou R$ 535
milhões, enquanto no ano passado as vendas alcançaram R$ 895 milhões.
Abastecimento
Se
a defasagem do preço da gasolina prejudicou a área de biocombustíveis em
algumas dezenas de milhões, o segmento de abastecimento sentiu com muito mais
força o problema. A área teve um prejuízo astronômico: R$ 22,9 bilhões.
Nova Cana
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