A
reprodução é considerada o fator que mais influencia na rentabilidade da
pecuária bovina, pois afeta diretamente o nível de produtividade de um rebanho,
sendo dependente de fatores nutricionais, sanitários, genéticos e de um manejo
adequado. Neste sentido, quanto mais maximizada for a produção, principalmente
através da utilização de biotécnicas da reprodução, como inseminação
artificial, controle farmacológico do ciclo estral, transferência de embriões e
produção de embriões in vitro, maior será a exigência reprodutiva do rebanho.
Apesar
da disponibilidade de todas essas biotecnologias no Brasil, a eficiência
reprodutiva e, consequentemente, a rentabilidade dos sistemas de produção,
tanto de bovinos de corte quanto de leite, ainda é considerada baixa quando
comparada a países desenvolvidos. Em Rondônia, estima-se que a taxa de parição
está entre 50 e 60%.
Uma
das formas de tornar o Brasil um país mais competitivo na produção de carne e
leite é através do aumento da eficiência reprodutiva e do mérito genético do
rebanho. Para tanto, ferramentas reprodutivas como o incremento do uso de
inseminação artificial em associação com a sincronização de cios e ovulação,
principalmente a partir da segunda metade da década de 90, representa um marco
no manejo reprodutivo dentro dos sistemas de produção de leite e carne no
Brasil.
Desta
forma, desde 2011, a Embrapa Rondônia está investindo em pesquisas voltadas
para a solução de problemas reprodutivos. Uma das linhas de pesquisa que está
sendo desenvolvida é a implantação de programas de inseminação artificial em
tempo-fixo (IATF) mais sustentáveis. Dados obtidos de experimentos realizados
no Campo Experimental de Porto Velho, já indicam que podemos contar com um novo
indutor de ovulação que está mais sintonizado com as normas e os procedimentos
de produção animal exigidos pela União Européia.
Recentemente,
a Embrapa Rondônia aprovou um projeto que permitirá a continuação dessa linha
de pesquisa. O projeto em rede inclui várias equipes de pesquisa dentro
(Embrapa Gado de Leite, Embrapa Pantanal, Embrapa Clima Temperado, Universidade
Federal de Pelotas e Universidade Federal de Santa Maria) e fora do Brasil
(Guru Angad Veterinary and Animal Sciences University – Índia e University of
Saskatchewan – Canadá).
Um
dos grandes desafios para a Embrapa, no início dessa década, é comprovar a
produção de leite e carne de forma sustentável no bioma Amazônia. Para tanto, a
eficiência reprodutiva é um dos fatores que devem ser maximizados, pois fêmeas
prenhes são ambientalmente mais sustentáveis, uma vez que mitigam gases de
efeito estufa por estarem produzindo carne e leite.
O
Brasil, sendo o maior exportador de carne bovina do mundo, deve estar conectado
com as exigências do comércio mundial de carnes e derivados, principalmente no
que diz respeito aos mercados nobres, que podem pagar melhor pelo produto.
Desta forma, é necessário encontrar alternativas para que, além de atender às
exigências do mercado externo, o país ainda continue produzindo proteína animal
com alta competitividade e qualidade.
Embrapa Rondônia
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