Produtor
que não quer ter dor de cabeça com os nematoides e nem prejuízos com estes
inimigos deve saber reconhecer quais espécies estão atacando sua lavoura. Quem
faz o alerta é Rosangela Silva, pesquisadora da Fundação de Apoio à Pesquisa
Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT e palestrante nos Dias de Campo 2013.
Ela diz que muitos produtores tem dificuldade em identificar os tipos de
nematoides. É preciso identificar quais e quantos destes patógenos estão
presentes em cada campo de produção para que medidas adequadas de controle
sejam adotadas. “Há diferentes formas de manejo depende da espécie do
nematoide”.
Os nematoides Heterodera glycines e Pratylenchus brachyurus são, de acordo com
a pesquisadora, os mais frequentes nas lavouras de Mato Grosso. Eles já estão
disseminados em muitas lavouras no estado e se não controlados poderão aumentar
o grau de agressividade.
“Os nematoides são patógenos que uma vez detectados, os produtores terão que
sempre conviver com eles, porém terão que estar à frente, sempre utilizando
medidas de manejo que façam com que eles fiquem sempre em populações abaixo do
nível de danos econômico.”
Um conjunto de medidas que incluem ferramentas biológicas, químicas, cultural e
genética devem, segundo Silva, ser usadas para reduzir as populações dos
nematoides. “Uma só medida não resolve. Tem que adotar um conjunto”, ressalta.
A pesquisadora explica que as ferramentas biológicas devem ser adotadas, para
que a microfauna do solo seja favorecida; a cultural deve ser usada com plantas
não hospedeiras, que não alimenta os nematoides e que contribua para aumento da
matéria orgânica; a genética deve ser praticada para que não possibilite a
multiplicação dos nematoides ou que não lhes permita multiplicar em sua
plenitude; e a química, para que possam possibilitar um período de proteção
inicial às raízes, e essas possam conseguir melhor desenvolvimento.
“Produtor e equipe devem lembrar que os nematoides são patógenos que exige
atenção continuada e sempre que esquecidos irão roubar sua produção. Para que
possam produzir na presença deles é necessária à adoção conjunta de ferramentas
de manejo”, recomenda.
Na palestra que faz nos Dias de Campo, Silva apresenta dados de pesquisa e
experiências obtidas ao longo do período de vivência no Estado de MT com os
nematoides. Ela é doutora em nematologia e integra a equipe de pesquisadores da
Fundação MT desde janeiro deste ano com o objetivo de ajudar o produtor do estado
a ter maior controle com estes invasores. Ela desenvolverá juntamente com
outros pesquisadores da instituição, estudo sobre causas, danos e manejo dos
nematoides.
Dias de Campo – Já ocorreu em sete
regiões produtoras de Mato Grosso. Os próximos eventos serão: dia 09 na Fazenda
Cachoeira em Itiquira, dia 14 em Querência e dia 16 em Canarana. Inscrições
para participar do Dia de Campo são gratuitas e podem ser feitas no local do
evento. Mais informações em www.fundacaomt.com.br
Agrolink com informações de assessoria
Comente esta notícia. Clique
aqui e mande sua opinião.
(É necessário colocar nome
completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários
enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará
comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor
ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

