Ventos
sazonais trouxeram ao país africano, maior produtor mundial da amêndoa, uma
massa de ar quente do deserito do Saara. Temendo que isso possa comprometer o
rendimento das lavouras, alguns investidores decidiram recomprar posições
vendidas anteriormente. Como resultado, o contrato março subiu 2,46% e terminou
a US$ 2.246 por tonelada.
Também
motivado por questões climáticas, o suco avançou 1,2% e atingiu a máxima em
cinco semanas. O commodity recebeu suporte adicional de preocupações com a
doença greening na Flórida antes do relatório de oferta e demanda do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Nos últimos dois levantamentos,
o governo baixou em 7,8% a estimativa para produção de laranja no Estado. Na
contramão, o açúcar e o café foram pressionados pela perspectiva de um
superávit mundial de oferta e caíram 0,91% e 0,21%, respectivamente.
Na
Bolsa de Chicago, o milho novamente registrou perdas em razão da fraca demanda
por produto americano. A desvalorização do cereal contaminou o trigo, que
também é usado como matéria-prima para Ração animal.
Após
embolso de lucros, a soja se recuperou e fechouem alta de 045%. A oleaginosa
vem sendo sustentada pela falta de chuvas na Argentina e pelo excesso de
umidade em Mato Grosso, mas encontra dificuldade para romper a barreira de US$
15 por bushel.
O Estado de São Paulo
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