Na região de Vitória da Conquista, sudoeste da
Bahia, as negociações com o café seguem paralisadas, de acordo com Ney Moreira
Rocha, proprietário da corretora Cafemil.
A exemplo de outras praças do país, a comercialização do grão no mercado físico
é muito fraca, pois o produtor não quer receber o preço oferecido pelos
compradores.
Segundo Rocha, apenas poucos negócios ocorrem quando o produtor precisa fazer
caixa, mas a grande maioria segue segurando o produto. O corretor afirma que a
comercialização se resume entre 5% e 10% do total que seria para este período.
Na região de Vitória da Conquista, em virtude da localização, o café é
negociado por um valor menor que em Minas Gerais, por exemplo, maior produtor
nacional do grão. Os compradores de café de boa qualidade querem pagar R$ 320
pela saca na região. Já para o café despolpado, o preço sobe para R$ 340 por
saca.
Rocha também menciona que, apesar do volume de café menor nesta safra 2012/13
em função da seca, existem volumes significativos do produto a ser negociados.
A estiagem afetou a maior região produtora de café da Bahia, conhecida como
Planalto, que compreende parte do sudoeste, norte do Estado e Recôncavo Baiano.
A região deveria produzir, segundo previsões iniciais, cerca de 1,3 milhão de
sacas de um total de 2,5 milhões de sacas em todo o Estado. Já em abril, havia
expectativa de quebra de 30% na produção do Planalto. Em outubro do ano
passado, a estimativa era de 50%.
Segundo a Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), a colheita na
temporada 2012/13 na região deverá somar entre 300 mil a 400 mil sacas.
CNC Café
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