A produção de leite no Espírito Santo sofreu queda de cerca de 15%.
A redução se deve, principalmente, ao período de estiagem que secou os pastos,
afetando a alimentação do rebanho. “Com um longo período sem chuvas, os pastos
secaram e, mesmo nas áreas de várzea, os animais buscam refúgio em local de
conforto, próximo à sombra e à água, ficando longe do pasto”, revela o
presidente da Faes – Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo,
Julio da Silva Rocha Junior.
Somado a isso, houve aumento nos custos de produção da
atividade. O alimento do gado está mais caro, devido, sobretudo, à queda da
safra de milho e soja nos Estados Unidos. Esse cenário gera reflexos na renda
do produtor rural, já que não houve acréscimo no preço que ele recebe pelo
produto. O último boletim do leite do Cepea (Centro de Estudos Avançados em
Economia Aplicada), divulgado no final do ano, indica que o Espírito Santo
registrou queda em torno de 1,2% no preço do leite pago ao produtor, com média
de R$ 0,79 por litro. “Os custos elevados de produção, além de reduzirem a
rentabilidade das famílias rurais, retraem a possibilidade de investimentos nas
propriedades. É importante ter cautela nesse momento para evitar perdas maiores
na comercialização”, declara o presidente da Comissão de Leite da Faes, Rodrigo
Monteiro.
Anny
Freire
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