As
negociações no mercado brasileiro de milho tiveram uma semana lenta, com
ausência de compradores e desinteresse por parte dos vendedores. Segundo o
analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o comprador quer
preços mais baixos, e o vendedor espera por preços mais altos em decorrência do
relatório de oferta e demanda de janeiro divulgado pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (Usda).
O
relatório indica que os estoques trimestrais de milho dos Estados Unidos, na
posição 1º de dezembro, totalizaram 8,03 bilhões de bushels. O volume estocado
recuou 17% na comparação com igual período de 2011. Do total, 4,59 bilhões de
bushels estão armazenados com os produtores, queda de 26%. Os estoques fora das
fazendas somam 3,44 bilhões de bushels, com queda de 1%.
Devido
ao relatório do Usda, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve altas em
quase todos os dias desta semana, o que manteve a firmeza nos preços do Porto
de Paranaguá, e a estabilidade no mercado interno. E as exportações brasileiras
de milho seguem a todo vapor.
Elas
renderam US$ 404,4 milhões em janeiro (8 dias úteis), com média diária de
embarques de US$ 50,5 milhões. A média é 31% maior na comparação com os US$
38,6 milhõesá obtidos diariamente em dezembro de 2012, quando os embarques de
milho haviam rendido US$ 771,6 milhões. Em janeiro do ano passado, as
exportações totalizaram US$ 221,5 milhões, com média de US$ 10,1 milhões em embarques.
A quantidade de milho exportado em janeiro de 2013 foi de 1,421,1 milhão de
tonelada, com média diária de 177,6 mil t. A média diária de dezembro havia
sido de 139,6 mil t, ou seja, em janeiro a média avançou 27,2%. O total
exportado de volume em dezembro foi de 2,792,4 milhões de toneladas. Em janeiro
de 2011, as exportações haviam totalizado 846,9 mil toneladas.
O
preço no Porto de Paranaguá girou em torno de R$ 33/34,00 nesta semana,
comprador/vendedor.
Diário do Comércio
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