Comparando-se
os preços médios alcançados pelo frango abatido no segundo semestre de 2012 com
aqueles registrados no mesmo período do ano anterior é possível constatar que
no varejo da cidade de São Paulo registraram evolução de 12,4% (de R$4,12/kg
para R$4,36/kg), enquanto no grande atacado paulistano a variação foi de 17,6%
(de R$2,78/kg para R$3,27/kg). Em dezembro, especificamente (quando o frango
atingiu seus maiores valores nominais de todos os tempos na granja, no atacado
e no varejo), a alta em um ano foi de 31,3% no atacado e de 19,7% no varejo.
Em
síntese: num e noutro caso, o incremento de preços no varejo foi inferior ao
registrado no atacado (no semestre, ficou 5,18 pontos percentuais abaixo; em
dezembro, 11,54 pontos percentuais), o que sem dúvida beneficiou o consumidor
em aparente detrimento do varejista.
Este,
porém, é apenas um dos lados da história. A outra face mostra (gráfico abaixo)
que os varejistas simplesmente baixaram sua margem de lucro. Por exemplo,
chegou a 50% entre outubro e novembro e recuou para pouco mais de 35% em
dezembro.
A
mesma ocorrência havia sido registrada em meados de agosto de 2012 quando, em
função do brutal aumento dos custos, o preço do frango sofreu forte correção ao
nível da produção. A impressão que fica, nestes casos, é a de que, em vez de
correr o risco de perder o freguês pelo repasse de preços, o varejista prefere
reduzir a margem de lucro, sem dúvida elevada, e garantir o faturamento. A
questão é: será que não dá para manter esse procedimento 12 meses por ano?
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