A
cafeicultura brasileira enfrenta um momento difícil, as cotações permanecem
baixas e as condições dos cafezais estão abaixo das expectativas. Segundo o
Superintendente Comercial da Cooxupé, Lúcio Dias, esse cenário desanima os
cafeicultores de Minas Gerais.
Os
produtores esperavam que o mercado de café registrasse um período maior de
preços melhores, para que pudessem recuperar todos os investimentos feitos,
conforme explica Dias. No entanto, as cotações do grão recuaram e em muitas regiões
o valor está abaixo dos custos de produção.
Já em
relação às medidas anunciadas pelo Governo, o superintendente sinaliza que não
funcionaram uma vez que o volume de café estocado com financiamento é pequeno.
“Não tem um impacto tão grande no mercado, cerca de 1,5 milhão de sacas de café
viriam para o mercado para que os produtores pudessem fazer o pagamento desse
primeiro lote de Funcafé, então isso não é tão relevante para impactar os
preços”, afirma Dias.
E a maioria
dos produtores precisa comercializar o grão para honrar os seus compromissos.
Por outro lado, o superintendente destaca que a safra de 2013 deve ser baixa,
devido à bianualidade, e os primeiros levantamentos realizados pela Cooxupé
indicam uma quebra de 25% em comparação com a safra desse ano.
“A próxima
safra é muito aquém das melhores expectativas. Então acredito que a hora que o
mercado descobrir isso, na hora que cair na realidade, o mercado começa a
reagir e devemos ter preços melhores. Provavelmente teremos um 2013 mais razoável”,
disse o superintendente.
Notícias Agrícolas
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