Os
senadores Cidinho Santos e Blairo Maggi (licenciado), ambos do PR, prestigiaram
a posse do novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
(Abrapa), Gilson Pinesso, e sua diretoria, realizada nesta quarta-feira (5), em
Brasília.
Representando
oficialmente os senadores presentes no evento, Blairo Maggi discursou em defesa
do setor produtivo, elencou algumas ações desenvolvidas pelo ex-presidente
Sérgio De Marco, a frente da Abrapa e, aproveitou o ensejo para criticar a ação
do governo federal em proibir a pulverização aérea nas lavouras de algodão.
“Sérgio foi um dos principais responsáveis pela internacionalização do algodão
brasileiro, com missões ao exterior que deixam o comprador cara a cara com o
produtor”, disse Maggi, que participou de duas missões organizadas pela Abrapa
e relatou o que pôde acompanhar de perto do trabalho da entidade.
Na
ocasião, o senador abordou um dos temas que mais tem preocupado o setor nos
últimos meses: a proibição da pulverização aérea de quatro principais
componentes de inseticidas utilizados nas lavouras brasileiras. Maggi se
referiu à portaria publicada pelo Ibama como um “crime de lesa-pátria”.
“Não
acredito, e não quero acreditar, que nosso país, que nosso governo, emita uma
portaria como esta, que simplesmente acabará com o algodão no Brasil em menos
de três anos”, afirmou Maggi, lembrando que tem buscado “incessantemente
atender os anseios do setor produtivo e da agricultura brasileira”.
A
medida também atinge diretamente os produtores de soja e tem sido tema de
embates entre a bancada – que defende os interesses do setor agropecuário-,
entidades ligadas ao agronegócio e o Governo Federal.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), inclusive, aprovou nesta
quarta-feira (06.12) requerimento para a realização de audiência pública com a
finalidade de debater a questão.
A
portaria foi conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento
(Mapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) e proíbe pulverizações por meio de aeronaves de quatro inseticidas
usados em lavouras de algodão, sob o argumento de “iminente perigo” à
sobrevivência das abelhas.
O
órgão alega que foi necessário adotar o “princípio da precaução” devido à
importância desse inseto como agente polinizador. A proibição envolve os
inseticidas Imidacloprido, Tiamexotan, Fipronil e Clotianidina.
Já
Sérgio de Marco, alertou que a medida provocará uma “catástrofe”. Entre outras
coisas ele disse que há o risco imediato da perda de controle sobre o manejo do
‘bicudo do algodoeiro’, praga que dizimou a cultura do algodão no Brasil há
menos de duas décadas. Marco disse que a cultura emprega mais de 79 mil
pessoas, movimenta uma massa salarial de US$ 787 milhões e gera US$ 7,7
bilhões.
Agro Olhar
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