Nesta semana, o Portal Campo Vivo está publicando três matérias especiais sobre um estudo realizado pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) que avaliou as áreas agrícolas degradadas no Estado do Espírito Santo. O resultado geral foi a diminuição de um terço nessas áreas degradadas nos últimos 20 anos.
A segunda matéria, publicada nesta terça-feira (04), é uma abordagem sobre os resultados do estudo por Bacia Hidrográfica.
Nesta quarta (05), a última matéria aborda o levantamento por Regiões Geográficas.
ÁREAS AGRÍCOLAS DEGRADADAS NAS BACIAS HIDROGRÁFICAS – ES
O Cedagro – Centro de Desenvolvimento do Agronegócio, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, realizou estudo que quantificou o total de áreas agrícolas degradadas no estado do Espírito Santo, levando em conta os principais usos do solo (café, pastagem e outros usos agrícolas).
Esse estudo foi realizado com o objetivo servir de base para o estabelecimento de programas e ações de políticas públicas e privadas relativas ao uso adequado do solo visando o equilíbrio da produção agrícola e a conservação dos recursos naturais.
Existe no estado do Espírito Santo 393.321 ha de áreas agrícolas degradadas, sendo 238.943 ha em áreas cultivadas com pastagem, 118.707 ha em áreas com café e 35.671 ha em áreas com outros usos agrícolas.
Os resultados por bacias hidrográficas mostraram que as Bacias do Santa Maria do Rio Doce, Rio Guandú e Santa Joana apresentaram a maior degradação relativa com cerca de 16% de sua área total degradada. A maior degradação nessas bacias se deve possivelmente a conjugação dos fatores: relevo com elevada declividade, baixa cobertura florestal, manejo inadequado das áreas agrícolas e elevada exposição do solo devido à baixa cobertura vegetativa nas áreas cultivadas em função da baixa precipitação na maior parte do ano.
Já as Bacias do Rio Barra Seca, Riacho e Jucú apresentaram menor degradação com cerca de 3,5% de sua área total degradada devido a existência de quantidade razoável de cobertura florestal nativa e plantada e predominância de relevo com baixa declividade nas duas primeiras bacias.
A Bacia do Santa Maria do Rio Doce apresentou a maior degradação relativa de pastagem com 48,71% de sua área total de pastagem degradada. Já a Bacia do Rio Barra Seca apresentou menor porcentagem de degradação com 10,73% de sua área de pastagem degradada.
A Bacia do Rio Itapemirim apresentou maior degradação relativa a cultura de café com 40,69% de sua área total de café degradada. Já a Bacia do Rio Barra Seca apresentou menor porcentagem de degradação com 1,87% de áreas cultivadas com café.
Mapa de Bacias Hidrográficas

Porcentagem de áreas agrícolas degradadas das bacias hidrográficas estudadas em relação a sua área total
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Porcentagem de degradação de solos cultivados com pastagem nas bacias hidrográficas estudadas.

Porcentagem de degradação de solos cultivados com café nas bacias hidrográficas estudadas.

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