Etanol é afetado diretamente com os preços ilusórios da gasolina

por admin_ideale

A estimativa
da Archer Consulting – empresa especializada em gestão de riscos em commodities
agrícolas – sobre a próxima safra sucroalcooleira deve variar entre 560 e 580
milhões de toneladas de cana no Centro-Sul (com a devida ressalva de eventuais
problemas climáticos).

Os números
estimados para a frota de veículos leves e motocicletas até o final deste ano,
2012, são de 43,7 milhões de unidades. O crescimento da frota nos últimos
quatro anos foi de 8,3% ao ano – o que determinou o aumento do consumo de
gasolina de 11,1%, no mesmo período. No entanto, de acordo com a Agência
Nacional de Petróleo (ANP), a produção de gasolina aumentou apenas 6,8% nesse
período.

“Ninguém precisa ser um especialista para imaginar que sem investimento na
produção de derivados, com o limite de produção atual já no topo e com questão
dos preços do consumidor, estamos caminhando para um buraco”, admite Arnaldo
Corrêa, diretor da Archer Consulting e gestor de riscos.

 Aliás, a
questão dos preços de combustíveis tem sido um tema recorrente e que afeta
diretamente o setor sucroalcooleiro. A defasagem entre o preço na gasolina no
mercado internacional e aquele oferecido nos postos é um problema e afeta além
do fluxo de caixa da estatal brasileira de petróleo, os possíveis investimentos
estrangeiros no país.

“A visão
inábil do ministro da fazenda, que também é conselheiro da estatal do petróleo,
atinge a espinha dorsal do setor sucroalcooleiro e impõe, por vias tortas, o
afastamento dos potenciais investidores nacionais e estrangeiros”, afirma
Arnaldo.

A apreciação do dólar também pode gerar um novo dilema ao setor
sucroalcooleiro. “O fortalecimento do dólar em relação ao real traz os efeitos
de um preço menor do açúcar na Bolsa de NY, em função de uma remuneração em
reais melhor para as usinas. Isso coloca uma resistência à subida de preços na
Bolsa. Entretanto, dólar firme significa preços de importação de gasolina mais
caros em reais e o aumento do problema que o ministro da fazenda empurra com a
barriga”, conclui Arnaldo.

 

Agrolink

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