Na última quarta-feira, 14, ocorreu no auditório do
Centro de Convenções de Ilhéus, a solenidade de encerramento do III Congresso
Brasileiro do Cacau iniciado no dia 11. Na opinião dos organizadores, o evento,
que registrou a presença de quase mil participantes, atingiu seu propósito de
promover a atualização do conhecimento sobre os principais aspectos científicos
e tecnológicos da cultura do cacau (em suas diversas etapas: desde o plantio,
pós-colheita e agregação de valor), dando ênfase às inovações que levam a
cacauicultura brasileira a ser mais competitiva e sustentável.
Em sua mensagem, o presidente do III Congresso,
Raúl René Melendez Valle, agradeceu aos participantes e parceiros envolvidos e
avaliou que o evento foi um sucesso e superou as melhores expectativas. “Os debates
foram proveitosos e ocorreu o que nós queríamos: a interação entre os atores da
cadeia produtiva do cacau, a exemplo de produtores, pesquisadores, empresários
etc.”.
Quanto a Carta de Ilhéus, previsto para ser
divulgada ao final do Congresso, ele informou que “elaboramos um esboço da
Carta visando provocar debates e sugestões ao documento final. Alguns pontos
estão sendo aperfeiçoados pelos agentes da cadeia produtiva do cacau e
posteriormente divulgaremos o documento definitivo, que será entregue às
autoridades competentes, que precisam conhecer o que pensamos em relação ao
cacau nos próximos 20 anos”, garantiu Raúl Valle.
Ao ser questionado sobre futuras edições do
Congresso, ele revelou que “Submetemos para reflexão dos participantes a
proposta de que o próximo Congresso não demore tanto para ser realizado, ou
seja, que ele aconteça daqui a dois anos, na região Norte, de preferência no
Estado do Pará”.
Satisfeito com a repercussão e organização do
Congresso, o chefe do Centro de pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias de Castro
Virgens Filho, representando a direção da Ceplac, disse em seu pronunciamento
final que “estamos encerrando o maior evento da cacauicultura promovido na
América Latina. A história desse Congresso consagra a própria história da região
cacaueira, que é formada por desafios, oportunidades, conflitos e soluções”.
Ele acrescentou ainda que o Congresso se instala no
momento em que a região cacaueira vivencia a sua mais séria crise. “E essa
crise está presente especialmente no sul da Bahia, onde até hoje não
conseguimos reverter esse quadro que nos levou à pobreza e agravou os problemas
sociais, mas que certamente o espírito empreendedor da nossa sociedade, que já
elevou o Brasil à condição de segundo maior produtor de cacau do mundo, haverá
de dar a volta por cima. E que todos juntos possamos, com uma ação
protagonizada pelo produtor de cacau, reconquistar para o Brasil o seu lugar de
importância no cenário mundial”, disse otimista.
Segundo Adonias de Castro, nos quatro dias foi mostrado que a região é capaz de
inovar principalmente nas adversidades. “Temos a convicção de que esse evento
faz renascer a esperança e nos leva prá casa com muita motivação. O que nos
permite concluir que quando isolados somos pequenos para reverter os problemas,
mas quando somamos os esforços, temos a convicção de que podemos vencer os
desafios. Por isso acreditamos que esse Congresso é um marco para que se
desenvolvam iniciativas visando à retomada do desenvolvimento da cacauicultura
brasileira”.
Adonias destacou ainda, em nome da Ceplac, a
satisfação da instituição, que se mantém atuante, alcançando uma idade
institucional que a leva à maturidade, com o compromisso de jamais se afastar
da missão de contribuir para levar as regiões produtoras de cacau de volta ao
seu desenvolvimento. “Muitas Instituições alcançaram o apogeu, o ocaso e se
debilitaram. A Ceplac sofreu com junto com o produtor e haverá de se
revitalizar, soerguendo o produtor”, ressaltou Adonias Castro.
História
Ele encerrou destacando que “nós escrevemos mais uma bela página na história e
temos a certeza de ter contribuído para motivar a sociedade do cacau e
certamente quando voltarmos a realizar outro Congresso Brasileiro na Bahia, o
faremos comemorando grandes resultados”.
O presidente da Associação dos Produtores da Ceplac, Guilherme Galvão,
parabenizou a organização do evento e agradeceu pela oportunidade de debater os
problemas da cacauicultura num Congresso de tão alto nível e com participantes
do país e do exterior. “O cacau é que fez o desenvolvimento da nossa região e é
o que pode, no futuro, fazê-la retornar ao caminho desse desenvolvimento”,
assegurou.
Participaram ainda da solenidade de encerramento o
diretor cientifico da Mars, Jean-Philippe Marelli; o representante da Seagri e
da EBDA, Joel Benigno Pimenta; a representante da UESC, Agna Menezes; o
Assessor Técnico da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, José
Eduardo Brandão Costa; o Superintendente da Ceplac em Rondônia, Wilson Destro;
o Superintendente da Ceplac no Pará, Paulo Gil; o gerente da Ceplac no
Amazonas, Valdemar Cardoso; o gerente da Ceplac no Mato Grosso, Fernando Cesar
Oliveira Silva; a Gerente Regional da ADAB, Miriam Santos; o presidente da
Câmara Setorial do Cacau da Bahia, Isidoro Gesteira.
SEAGRI –
BA
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